Casa da Tuka
 

22 de fev. de 2003


De volta a São Paulo depois de duas semanas em um paraíso - maravilhosos dias de sol... Para comemorar o retorno a terrinha cinza, vamos dançar até amanhecer.

E como a Tuka anda muito sumida desta casa - sendo até mesmo relapsa com seus leitores, hoje ela vai publicar um texto bem ao seu estilo - daqueles: "Ai, como a Tuka é amargaaaa" - vocês já sabem bem do que estou falando.

Bem, então até a volta porque amanhã estou indo pra Bahia e não acredito que irei chegar perto de um computador tão cedo.

Eu te amo, passa o pão?

Eu lembro que quando eu era adolescente (isso foi ontem) sonhava em finalmente ouvir "euteamo". E lembro também que meu primeiro namorado nunca disse tais palavras pra mim - apenas escreveu uma vez em um cartãozinho... Mas o efeito não é o mesmo - ler é bom, mas ouvir é uma outra sensação. Claro que na época eu fiquei muito feliz - para alguém como ele escrever "euteamo" já era uma grande coisa, e eu me dei por contente.

Com o passar do tempo comecei a perceber que o uso destas três palavrinhas (que prefiro que sejam apenas uma) virou (ou sempre foi e eu demorei a perceber) algo meio que automático, banalizado, dito à exaustão. "Euteamo, você vai no mercado?" - ah, não sei quanto a vocês, mas para mim, o amor banalizado não tem o mesmo gosto e nem o mesmo valor.

Para muito gente, dizer "te amo" tem o mesmo efeito do "parece que vai chover" - e isso é triste, tenho pena destas pessoas. Amor que é usado quando o assunto acaba, não é amor é convenção. Amor que é demonstrado apenas por palavras, não é amor é comodismo.

Eu dizia ao meu último grande amor (ele gostava de falar "euteamo" enquanto comia uma macarronada, por exemplo), que gostaria que o amor que ele dizia sentir por mim fosse algo que me confortasse e me permitisse ter certeza de que não eram apenas palavras ao vento. Teve um dia em que ele também se deu conta disso. Percebeu que o amor que tinha chegou ao ponto de não ir além de uma frase pronta mesmo. E o amor que antes achava ser muito, ser tanto, ser o suficiente, não deu conta de continuar e acabou por ali mesmo, como se nada nunca tivesse acontecido. O "euteamo"? Que "euteamo" - vai chover?

Pois é... Eu continuo querendo ouvir todas as frases prontas que demonstrem amor de verdade - mas quero mesmo que seja VERDADE. Não quero de novo, saber que o que ouço significa meu consentimento para ver o jogo na TV ou ir ao boteco com os amigos... Não quero o "euteamo" que ameniza erros, o "euteamo" que substitui assuntos sérios, o "euteamo" que disfarça olhares perdidos.

Amor não precisa de palavras para que exista - precisa de atos, precisa de gestos decididos e firmes. Agora sei que se sentir amada vale muito mais do que apenas o conforto de ouvir coisas bonitas... "Olha, vai chover daqui a pouco, e eu te amo viu?"

Postado por Tuka *

Leia antes de usar
Desde 15 de janeiro de 2002 uma jornalista nonsense escreve desembestada no blog que chama carinhosamente de sua Casa.

Aqui têm besteiras demais, coisas inúteis demais, enfim, tudo o que nem precisava ser dito, muito menos escrito.

Obviamente, qualquer semelhança com a realidade é única e exclusivamente uma opção da autora.

Assim como o direito de escrever
o que bem entender, claro!


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