Casa da Tuka
 

4 de jul. de 2003


Faz tempo que não falo de cinema, então hoje vou falar adivinha sobre o quê? Isso mesmo!! Um doce para quem disse CINEMA.

Ontem assisti Homem que Copiava. Se é bom? Depende do ponto de vista. Ele não é um "típico" filme brasileiro. Não fala da pobreza enfocando apenas favelas, tráfico de drogas e bandidos (apesar de ter um pouco de tudo isso). E também não se passa no Rio de Janeiro e nem no nordeste do país e sim no Rio Grande do Sul, em Porto Alegre mais exatamente. Quem dirige o filme é Jorge Furtado, gaúcho, (então o lugar do filme se justifica) ele é pai daquele chatinho do Fred da novela da Globo.

O personagem principal é negro, o mesmo aliás que trabalhou em Carandiru. E personagem principal negro que não seja Denzel Washington, Wesley Snipes nem Will Smith e que não seja de filme americano, é difícil, ainda mais no Brasil e ainda mais em cinema - mas existe. E o personagem negro não é bandido, (pelo menos não é o tempo todo), não joga futebol, nem é sambista - isso também surpreende por se tratar de um filme brasileiro e principalmente por se tratar de um filme da Globo Produções. Claro, é um filme da Globo, então tem Luana Piovani, Leandra Leal e Pedro Cardoso.

Mas vamos à história do filme. André é o protagonista e trabalha em uma loja tirando xerox - mas ele faz questão de valorizar esta função quando questionado sobre seu emprego: "Sou operador de foto-copiadora", responde. Ok. Operador de foto-copiadora que ganha dois salários mínimos e que desta fortuna sobram-lhe apenas uns trocados no mês. Um belo dia se apaixona e pensa em um jeito de arranjar a quantia de trinta e oito reais para ter desculpas para voltar a loja onde sua amada trabalha. Este é o preço de uma camisola que ele inventou que daria de presente de aniversário para sua mãe. Claro que ele não tem a grana e nem maneiras de conseguir, até que é entregue em seu trabalho uma máquina de cópias coloridas, e daí o enredo do filme se envereda por um caminho que, se não é uma cópia do cinema americano, lembra muito - mas isso provavelmente é justificado pelo título do filme (piada sem graça). Tem ação, animação de computador, tiroteio, correria, explosão, perseguição, e final feliz. Não é o melhor filme brasileiro que já vi, mas vale a pena assistir. Quem viu Bellini e a Esfinge e Bufo & Spallanzani, não vai se surpreender por que o enredo de O Homem que Copiava foge muito daquilo que estamos acostumados nos filmes nacionais. Eu sou a favor da arte mesmo que venha à tona a famosa constatação: Nada se cria, tudo se copia. Afinal todos temos senso crítico para eleger o que realmente é bom ou o que é uma mera imitação de estilo. Fico feliz em ver o cinema nacional tendo espaço em circuito comercial junto com os enlatados americanos e fico mais feliz ainda em perceber que cada vez mais os brasileiros começam a se livrar daquele preconceito de que filme brasileiro não presta e que o que vem de fora (mesmo que seja horrível) é melhor do que aquilo que é feito em "casa".

Agora se você quer ver algo sem a menor criatividade e totalmente previsível (daqueles do gênero: desligue seu cérebro e volte a ligar daqui a uma hora e quarenta minutos) vá ver o novo do Jim Carey. Ele continua o mesmo em O Todo Poderoso. As mesmas caretas ridículas, as mesmas vozes ridículas, as mesmas piadas ridículas. A parte mais engraçada do filme não é ele quem protagoniza e sim o ator que faz o papel de âncora do jornal em que ele trabalha. Jennifer Aniston interpreta a namorada-esposa da figura (eu prefiro o Brad!!) e está mesmo de coadjuvante simplesmente - uma pena, o filme seria melhor se ela aparecesse mais... Morgan Freeman se desperdiça neste filme também - eu não entendi mesmo porque ele aceitou participar disso, mas... Bem, claro, não fui nada imparcial na opinião em relação a este filme aqui. Eu não gosto de Jim Carey e ainda acho que o único filme que ele fez e que vale mesmo a pena ser visto é O Mundo de Andy, baseado na vida de Andy Kauffman. Mas não vai ter a mesma graça se você não souber quem é Andy Kauffman. Outro que posso dizer que até gostei é O Show de Truman. E gostei exatamente pelo fato de ele não ficar fazendo caretas o tempo todo. E olha que até se esforça para parecer um ator de verdade.

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Postado por Tuka *

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Desde 15 de janeiro de 2002 uma jornalista nonsense escreve desembestada no blog que chama carinhosamente de sua Casa.

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Obviamente, qualquer semelhança com a realidade é única e exclusivamente uma opção da autora.

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