Casa da Tuka
 

16 de set. de 2004


Não adianta... Tudo faz parte do processo e ninguém é o que é apenas por que o tempo a ensinou. Até mesmo porque ninguém aprende nada sozinho.

Mas, o tempo ajuda? Claro. Pois o que aconteceu até que ele passasse e você chegasse a ser o que é agora, foi fundamental. Por isso ele conta. Eu aprendi com o tempo. Aprendi com as pessoas que passaram neste tempo. Amigos que nunca mais vou ver, mas que um dia me disseram coisas que nunca mais vou me esquecer. Como por exemplo: "Deus nunca nos dá uma carga maior do que aquela que agüentamos carregar". Isso aprendi na prática, a teoria parece besta, mas espere e tire suas próprias conclusões - claro, só depois que passar você conseguirá chegar a este consenso. Quando a dificuldade está acontecendo, parece que nada no mundo, nem o Holocausto, foi maior do que aquilo que estamos passando. Tolos, seres humanos são tolos.

Aprendi uma coisa fundamental também. Isso foi com uma pessoa em quem confiei mais que em mim mesma por anos a fio. Ele me ensinou uma coisa que eu mesma vivia repetindo mas que até então eram apenas palavras: "Nunca, construa castelos de areia". Metaforicamente, óbvio.

Na verdade eu nem sabia o real significado disso. Não, eu não estava dizendo palavras ao vento. Queria que ele entendesse que tudo o que eu não queria era uma coisa linda, planejada, mas com tempo certo para acabar. Queria alicerces que nem o vento nem a mais forte das ondas pudessem interferir no que estávamos construindo.

Dizia a ele também que não faria sonhos baseados em nuvens que são dissipadas com um sopro e mudam de forma em segundos. Não era o que eu queria. Até sabia que minhas perspectivas de alicerces firmes, de ferros com fundação a metros e metros de profundidade não eram com ele que seriam construídos. Mas ainda assim queria acreditar que poderia ser possível.

Tentei acreditar em algo que nem ele nem eu conseguíamos. Ele não estava pronto e nem sei se um dia estará, mas já não faz diferença. Eu tentava fazer com que minhas crenças nele mesmo, fossem além de tudo o que ele sabia ser incapaz. E ele sabia que não seria possível ter a seu lado uma pessoa que luta pelo que quer até as últimas conseqüências. Eu queria achar que sim.

Foi aí que aprendi uma das maiores lições que alguém precisa na vida: se for pra acreditar, acredite naquilo que apenas você sabe que é capaz de fazer. Acredite em suas perspectivas e em sua capacidade de transformá-las em algo além de um mero sonho. Nunca acredite que alguém pode ser a pessoa ideal apenas porque você acha que pode torná-la a pessoa ideal.

Depois disso aprendi mais. Aprendi que as aparências enganam mais do que imaginamos. E quando você menos espera aparece um cordeiro em pele de lobo e transforma suas convicções, mesmo aquelas formuladas em uma fuga maluca e desesperada, e te faz acontecer a melhor de todas as surpresas.

Claro, este texto não foi escrito para que seja totalmente compreendido por quem lê-lo, caso o leia. Foi feito para criar mais dúvidas do que respostas, assim como as que todos temos a maior parte do tempo em nossas vidas.

Palavras... Um cordeiro em pele de lobo, um castelo de areia transformado em alicerces de metros de profundidade, uma perspectiva de planos sendo feitos além de tudo o que eu mesma achasse que fosse capaz. Sim eu também aprendi a me surpreender. Não é fácil. Transformar castelos de areia em alicerces profundos também não. Mas é possível. É o que eu sempre quis afinal.


Postado por Tuka *

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Desde 15 de janeiro de 2002 uma jornalista nonsense escreve desembestada no blog que chama carinhosamente de sua Casa.

Aqui têm besteiras demais, coisas inúteis demais, enfim, tudo o que nem precisava ser dito, muito menos escrito.

Obviamente, qualquer semelhança com a realidade é única e exclusivamente uma opção da autora.

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