Fazendo um balanço geral de minhas aquisições no quesito amizade desde que cheguei na cidade de São Paulo, concluí que quase ninguém foi acrescentado em minha lista. Sim, a minha minúscula lista. Conheci milhares de pessoas que se eu somar as qualidades não consigo formar uma! Que coisa triste...
Mas o problema não está em São Paulo ou em qualquer que seja o lugar, está em mim. Sou chata, seletiva, observadora e não faço questão de agradar a quem eu sei que não vai ficar na minha vida mais tempo que durar o telefonema para me pedir o VIP para alguma festa.
Minhas amizades são as mesmas de anos. De tempos em que eu nem sabia o que queria da vida, dos tempos do cursinho, dos tempos que eu brincava de bonecas, dos tempos que eu morava longe... Não acredito em amizades instantâneas, essas são convenientes mas não verdadeiras. Não acredito em amizades só nas horas boas, assim é fácil. Amizades mesmo vem com o tempo, com carinho, atenção, com "oi, você está bem?"...

A Cris, minha amiga mais leal e que sabe todos os capítulos de minha vida, vive a me dizer que espera meses (moramos em cidades diferentes) para poder conversar comigo coisas que ela não confia a mais ninguém. Tenho o maior orgulho disso. Espero que ela realmente saiba o quanto é importante pra mim, o quanto sinto sua falta, o quanto sinto saudades dos tempos em que bastava andar alguns passos que eu estava com ela. "Amizade assim não tem pra comprar em loja" - não é mesmo?
Incrível, não me espanto que todas as milhares de pessoas que conheci durante um ano aqui não valham uma "Cris".
E lá se vão 18 anos de amizade - que venham os próximos...