Casa da Tuka
 

15 de dez. de 2004

O primeiro e o último

Assim como Xavier e Martine, nós também tivemos muita coisa entre o primeiro e o último beijo que nos demos. Quando o primeiro aconteceu, eu tinha certeza absoluta de que ali começava a primeira linha de uma longa história que seria escrita, cheia de outras tantas histórias pelo caminho.

Sabia que quando senti sua respiração em meu rosto no momento em que se aproximou, não seria a última vez que isso aconteceria. Sabia que teríamos um ao outro ainda por um bom tempo. E nos tivemos. Fizemos juras de amor, nos beijamos, nos amamos, nos odiamos, desejamos que fosse eterno, pensamos na efemeridade das coisas, sentimos saudades, choramos, sorrimos...

Muita coisa acontece entre o primeiro e o último beijo. O tempo enche de névoa o que antes já teve uma aparência tão nítida, tão clara, tão simples.

E agora, quando relembrei tudo, ficou difícil imaginar que já houve um primeiro dia, outros, e tantos mais. Ficou tão difícil pensar em você como alguém que fez parte do que eu tive de melhor em mim, de alguém que foi a pessoa que mais amei, em quem mais confiei.

Do último beijo lembro das lágrimas, das mágoas, de não querer que fosse o último, de desejar que as coisas seguissem como esperamos um dia. Do primeiro lembro de quase ouvir nossos corações aos pulos, de sentir sua mão segurando a minha como se fosse o conforto de um abrigo quando sentimos frio. Do último lembro do barulho ensurdecedor do silêncio gritando, gritando... Do primeiro lembro de querermos que aquele momento durasse uma eternidade. Do último lembro de que nossas cabeças funcionaram como um clipe editado com os melhores e os piores momentos da nossa história. Com aquela música de fundo que já foi a trilha de tantas lembranças e que agora... É, agora não lembramos nem que música era aquela.

Alguém um dia me disse que a vida era exatamente aquilo que acontecia enquanto estávamos ocupados fazendo planos. Eu concordei.

***

No alarms and no surprises
Silent

Postado por Tuka *

Leia antes de usar
Desde 15 de janeiro de 2002 uma jornalista nonsense escreve desembestada no blog que chama carinhosamente de sua Casa.

Aqui têm besteiras demais, coisas inúteis demais, enfim, tudo o que nem precisava ser dito, muito menos escrito.

Obviamente, qualquer semelhança com a realidade é única e exclusivamente uma opção da autora.

Assim como o direito de escrever
o que bem entender, claro!


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