Casa da Tuka
6 de jan. de 2005
E pra terminar
"Me pergunte se esta é uma carta de amor e talvez eu diga que sim. Que as palavras que desprendi para escrever todas estas linhas, sejam palavras de amor... Talvez sejam... Só que não sei te dizer ao certo, assim como não sei dizer nem para mim mesma o que sinto ainda a respeito de tudo.
Há uma hora atrás eu estava em companhia de uma outra pessoa. A pessoa que agora preenche o mesmo espaço que já foi seu. Que ocupa o vazio que você deixou quando foi embora. Almoçamos juntos. Falamos sobre coisas do amor, mas não o amor entre nós dois. Talvez estejamos evitando os absurdos que este sentimento provoca. Por isso, mesmo que inconscientemente, tentamos nos convencer que entre duas pessoas pode haver algo muito maior do que apenas o amor romântico. E somos amigos e não só amantes.
Às vezes acho que isso é o melhor que eu poderia estar fazendo agora. E tento acreditar que realmente um relacionamento sem tantos sonhos e ansiedades é mais durável e pode ser pra sempre. Mas na verdade sei que não... E sei também que isso faz com que eu fuja da minha essência, faz com que eu fuja daquilo que sempre fui.
Daí de novo vem à tona o "eu e você" que fomos um dia. E parece não ter fim: voltam as viagens, voltam os filmes, voltam as pessoas, voltam as músicas...
Me pergunte se ainda o quero de volta... Vou dizer que não. E a resposta continua sendo não, apesar de tantas e tantas vezes ter dormido e acordado sonhando com a possibilidade de estarmos juntos de novo. Mesmo que por apenas mais um dia, mesmo que por apenas mais uma hora ou um minuto.
Eu quis sim... Não quero mais. Agora o que quero - e acho que você sabe, é me libertar... Deixar passar a menina e assumir a mulher que sou, e que você ajudou a transformar... Eu já disse tantas vezes, que acredito que amor pode ser eterno, mesmo que se modifique e não seja o amor intenso de antes... Se pode mesmo, eu te amo e vou te amar pra sempre do jeito carinhoso que te guardo aqui comigo. Para sempre dentro de mim fazendo parte do que fui e do que serei um dia."
Alice
OBS: Quem é a Alice? Uma das várias personagens criadas (ou não) pela autora deste blog. Este texto faz parte de um livro que escrevi e nunca publiquei. Mas a mesma mente que trabalhou para escrevê-lo tem dezenas de outros projetos. Duvidam? Então aguardem.
E obrigada pelas visitas que não vêm apenas "marketearem" aqui.
Postado por Tuka
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Desde 15 de janeiro de 2002 uma jornalista nonsense escreve desembestada no blog que chama carinhosamente de sua Casa.
Aqui têm besteiras demais, coisas inúteis demais, enfim, tudo o que nem precisava ser dito, muito menos escrito.
Obviamente, qualquer semelhança com a realidade é única e exclusivamente uma opção da autora.
Assim como o direito de escrever
o que bem entender, claro!
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