Casa da Tuka
 

14 de jan. de 2005

O amor, esse idiota

Drumonnd dizia que cada vez que se ama é a primeira vez. Há quem pense que toda vez que se ama é a última. Já fiz parte deste grupo. Um amor que se perde parece que nos torna para sempre incapazes de sentir tudo novamente. Aquele friozinho na barriga? Nunca mais. Aquela necessidade até tola de ficar linda quando o horário de encontrar a pessoa está chegando. Credo, pra quê? Agora só jeans, camiseta e tênis. Brilho no olhar? Só se pingar colírio... E por aí vai.

Amor que acaba, quando acaba, faz com que nos limitemos a achar que foi a última vez. Que nunca mais teremos a oportunidade de confiar de novo, de nos entregarmos de novo, de planejarmos tudo novamente.

Até que de uma certa forma não estamos assim tão equivocados quanto ao final de um amor. O que se foi nunca mais retorna. Não existem chances de que haja algo parecido, a mesma reação que resulta em um sorriso imenso em você, o apelido bobo com que se tratavam, as concessões mudam, você muda. Mas mesmo que não saibamos, estamos nos preparando para o que vai chegar. Quando? Quando menos esperarmos, claro.

Para ser mais exata, o amor que tanto queremos nunca chega no dia em que estamos perfeitamente arrumados, com roupa nova, com o humor nas alturas, na sexta-feira à noite quando você não terá compromissos até segunda de manhã.

O amor, assim como cada pessoa, é improvável, imprevisível. Pode vir justamente no dia em que você só queira sair de casa de pantufas e boné para ir a locadora pegar um filme água com açúcar e se empanturrar de chocolate. Ou justamente naquele dia em que tem uma espinha gigante nascendo em seu queixo, é, o amor é cruel.

Logo hoje que você está com uma camiseta velha e uma calça larga com um moletom amarrado na cintura. Esperando o ônibus para ir pegar um livro emprestado na casa da sua amiga. O amor chega, justamente quando você saiu só para fazer companhia a uma pessoa que queria muito ir a uma tal festa e você fica largado em um canto com um mau humor dos infernos, fugindo da música alta e torcendo para que tudo acabe logo e volte pra casa.

É assim, sempre assim. Não tem como nos prepararmos para o amor, ele é quem decide se está a fim de você naquele dia, não o contrário. Injusto isso não? O que podemos fazer é acreditar que o que acaba não impede que o melhor ainda esteja por vir. Quando, ninguém sabe. Mas que um dia chega, isso é fato. Duvida? Então espere... Bem naquele dia com uma espinhona imensa brotando em seu nariz... Ah! Você já entendeu...

Postado por Tuka *

Leia antes de usar
Desde 15 de janeiro de 2002 uma jornalista nonsense escreve desembestada no blog que chama carinhosamente de sua Casa.

Aqui têm besteiras demais, coisas inúteis demais, enfim, tudo o que nem precisava ser dito, muito menos escrito.

Obviamente, qualquer semelhança com a realidade é única e exclusivamente uma opção da autora.

Assim como o direito de escrever
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