Casa da Tuka
 

3 de fev. de 2005

Do you believe in life after love?

De todos os quatro namorados que eu tive antes de me casar, existe apenas um com quem gostaria de ter mantido uma amizade, ou algo do gênero. Mas, impossível. Se existiu algo envolvendo amor, sexo, ciúme, crises e término, nunca, nunca mesmo será possível que exista amizade.

Claro, existem pessoas que juram que mantém amizades com seus ex relacionamentos. Mentira! Como conversar sem que coisas do passado venham à tona? Como falar da vida atual sem tocar no assunto de novos romances? Como extinguir as mágoas que ficaram?

Exemplo I:

Casal namorou seis meses e terminou após uma inesperada paixonite de uma das partes por outra pessoa. Eles têm o mesmo grupo de amigos e vivem se encontrando. O trocado torce para que o apaixonado se dê mal mesmo tendo passado cinco anos do término do namoro. O apaixonado já casou e até tem filhos. O trocado acha que eles só continuam juntos por causa das crianças. O apaixonado tem certeza de que o trocado ainda o ama. O trocado fantasia que o apaixonado sente sua falta.

Exemplo II:

Namoraram dois anos e meio. Se encontram em uma festa.

(Ela) Oi
(Ele) Oi, nossa quanto tempo!
(Ela) Pois é, desde que terminamos né?
(Ele) É mesmo, a última vez que te vi você me jurava que só queria um tempo, que ninguém tinha aparecido na sua vida.
(Ela) É né? As coisas tomaram outro rumo e...
(Ele) Outro rumo né? O outro rumo se chama como mesmo?
(Ela) Leandro, ele se chama Leandro. Você já está careca de saber disso.
(Ele) Claro que sei, esse canalha se dizia meu amigo. Jogávamos no mesmo time às quartas.
(Ela) Ele não joga mais.
(Ele) Ah é? Cansou de roubar mulher dos outros?
(Ela) Ele não roubou ninguém!
(Ele) Ah, desculpe, você é que se deixou roubar né? Foi por que quis. Dizia que me amava!
(Ela) Amava! Você sabe que amava!
(Ele) Você nunca me amou sua, sua, sua...
(Ela) Olha lá hein? Vê lá o que vai falar!

Exemplo III:

Sete anos de namoro - terminados há dez.

(Ele - espantado) Joana, é você????
(Ela - abismada) Hum? Ah oi! Sou eu!
(Ele - admirado) Nossa, você está linda! Parabéns!
(Ela - envaidecida) Ah, obrigada! Eu emagreci depois que terminamos. Eu era muito gordinha né?
(Ele - mentiroso) Ah... Nem tanto, você era fofinha...
(Ela - rancorosa) Fofinha, mas você vivia falando das magrelas da academia né?
(Ele - arrependido) Que nada, eu era um moleque burro, você sempre foi um mulherão. Inteligente, descolada. Se o tempo voltasse...
(Ela - interrogativa) Se o tempo voltasse? Como assim?
(Ele - xavecador) Se o tempo voltasse eu nunca teria terminado com você por causa da Karina.
(Ela - dando corda) Não? Mas você disse pra mim que se casariam e tudo...
(Ele - achando que está convencendo) Que nada! Depois de um tempo ela mostrou as garrinhas. Eu quis te ligar tantas vezes...
(Ela - dando mais corda) Ah, e porque não ligou?
(Ele - conquistador) Tive vergonha, achei que você nunca mais queria ouvir minha voz.
(Ela - relembrando) Depois que você me dispensou eu sofri muito, sabe? Daí resolvi dar a volta por cima. Malhei, estudei, passei a gostar de mim...
(Ele - canalhão) Desculpe tudo que te causei, mas fico feliz em te ver bem agora.
(Ela - querendo saber o que perdeu) Mas e então? O que me conta da sua vida agora? Casou? Trabalha com que?
(Ele - elucidativo) Casei duas vezes, tenho três filhos, moro com minha mãe de novo e estou desempregado.
(ela - descobrindo que se livrou de boa) Ahn...
(ele - também querendo saber o que perdeu) E você?
(ela - orgulhosa) Casei com um homem maravilhoso, tenho uma filha linda, acabei de mudar para outro apartamento e sou dona de uma rede de lojas.
(ele - pensando que perdeu mesmo um mulherão) !!!!!!!!!!!!
(ela - finalmente) vitória...


OBS: Quanto ao ex namorado, ele é bobo. Eu seria uma boa amiga. Mas tem certas coisas que devem mesmo ficar como estão. Ele lá e eu aqui e muitas névoas no meio de nós dois. Quantos às lembranças e mágoas: elas existem e só quem as viveu tem o direito de mantê-las ou não.

Postado por Tuka *

Leia antes de usar
Desde 15 de janeiro de 2002 uma jornalista nonsense escreve desembestada no blog que chama carinhosamente de sua Casa.

Aqui têm besteiras demais, coisas inúteis demais, enfim, tudo o que nem precisava ser dito, muito menos escrito.

Obviamente, qualquer semelhança com a realidade é única e exclusivamente uma opção da autora.

Assim como o direito de escrever
o que bem entender, claro!


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