Casa da Tuka
 

2 de mar. de 2005

Aquilo que foi e que não é mais

Existem mágoas que nunca esquecemos? Existem coisas que não perdoamos nunca? Existem palavras que nos foram ditas que para sempre ecoam em nossas lembranças? Até algum tempo eu achava que sim. Tinha tanta certeza disso que sequer me dei conta de quando um determinado fato do meu passado começou a virar névoa. Sem meias palavras com vocês, pois quem acompanha a casa sabe da grande decepção que tive com uma pessoa que amei muito. Pois então, eu sequer me dei conta de quando tudo o que vivi ao lado daquela pessoa, passou e existir em mim como algo tão distante como um filme bom que assisti há tempos e que já não lembro mais os detalhes, apenas a história principal.

Então todas as mágoas junto a promessa de nunca esquecer e muito menos perdoar a quem dividi tantos momentos da minha vida (bons e ruins), sumiram. Foram embora de maneira tão natural que dia desses, me peguei pensando que esperava que ele fosse tão feliz quanto eu sou agora. E desejar que ele fosse feliz ao lado de uma mulher que não eu, teve um tempo em que achei que seria impossível, mas não foi.

Afinal de contas, se for para guardar algo que seja então o que tivemos de bom, o que valeu a pena e eu sei que não foi pouca coisa. Nós humanos e a mania terrível de relembrar apenas o que consome, o que faz mal e machuca.

Há umas semanas quando eu estava em Curitiba o vi passar por mim dentro do carro. Eu estava distraída parada em uma calçada da Avenida Sete de Setembro, ouvindo as infinitas discussões de dois amigos, e eis que ele passa. Era uma questão de tempo para que isso acontecesse, pois naquela cidade é inevitável encontrar pessoas conhecidas, principalmente as que não queremos. E sempre pensei que quando esse momento chegasse seria estranho. E foi mesmo. Eu disse aos dois: "Ei, cinco anos da minha vida acabam de passar dentro daquele carro falando ao celular".

Por dois segundos eu vi passar por mim alguém que foi a pessoa mais importante da minha vida e que se tornou há nem sei quanto tempo, apenas um rosto conhecido. Por isso foi estranho. Cadê todo o sentimento que existiu? Cadê aquela sensação de raiva e mágoa por como tudo terminou? Cadê o desejo de que ele se ferrasse? Não existem mais há tanto tempo que eu nem sabia.

No caminho, os dois me perguntaram o que eu senti. "Como se olhasse para uma foto antiga", respondi. Uma foto em que ficou eternizado um momento que sei que existiu, pois está ali retratado, mas que não lembro mais quando, nem o que fazíamos ali.

Só sei que me dei conta, e já faz tempo, de que existem coisas que devem ser guardadas sim. Mesmo que por apenas poucos motivos, mesmo que por um único aprendizado, mesmo porque em um passado remoto significou algo que nos ajudou a sermos quem somos hoje.

E outra, eu já não sou mais tão ingênua a ponto de pensar que fui a única que não errou em tudo. Apenas esse motivo já é até mais do que suficiente para querer que a vida do ex seja tão boa quanto a minha e que encontre alguém que o faça tão feliz quanto o San me faz. Que ele também sinta o coração disparar só de pensar na pessoa que ama, como eu sinto com o San.

Enfim, que seja tão feliz como eu a ponto de também lembrar de nós como uma fotografia antiga. Como esta, por exemplo, que justamente hoje me foi enviada por e-mail, como se para ajudar a oficializar o que já foi superado a tanto tempo que até faz bem para a alma colocar em palavras...

OBS: O ano deve ser 1999 ou 2000, a cidade é Curitiba, encostado em meu ombro está o ex namorado, os amigos são os sempre Eduardo e Rafael, o querido Washington, a fofa Midori que mandou o e-mail com a foto e o sumido Marcus. O que estávamos fazendo ali? Não faço a menor idéia...

Postado por Tuka *

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Desde 15 de janeiro de 2002 uma jornalista nonsense escreve desembestada no blog que chama carinhosamente de sua Casa.

Aqui têm besteiras demais, coisas inúteis demais, enfim, tudo o que nem precisava ser dito, muito menos escrito.

Obviamente, qualquer semelhança com a realidade é única e exclusivamente uma opção da autora.

Assim como o direito de escrever
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