8 de mai. de 2005
Da série: quanto mais eu rezo mais assombração aparece
Lembram daquela personagem de uma novela recente da Globo? Uma que era maluca de ciúmes e que vivia criando caraminholas de que todas as mulheres davam em cima do marido? Pois é, não sou como ela. Nem de longe. Sou uma esposa legal, tenho um ciúme controlado que chega a ser charmoso e não sou de criar caso. Definitivamente se formos definir o lado ciumento do casal, o Estevam ganha disparado.
Mas existem certas coisas que me tiram do sério. Me deixam realmente emputecida. Por exemplo: que raios uma ex-namorada de sete anos atrás cisma em aparecer na casa da avó do meu marido em pleno sábado à tarde? Por que a guria me olha como se eu fosse a intrusa e não ela? Por que a infeliz não desaparece do mapa e visita a própria sogra e parentes de seu próprio marido (sim, ela é casada!)?
Que feio isso, não? Eu jamais me submeteria a esse papelão. Aparecer sem ser convidada. Deixar as pessoas que estão seguindo suas vidas constrangidas. Surgir do nada com esperanças de que o "grande amor da vida" a fosse querer.
Posso até imaginar o diálogo dela com a amiguinha suburbana (que foi junto) momentos antes de pegarem o busão e aparecerem por lá. Os nomes serão gentilmente trocados. A pretendente à ladra de maridos será "demonha" e sua fiel amiga será "diaba":
- Diaba, algo me diz que o grande amor de minha vida ainda é ele, o que você acha?
- Ah Demonha, acho que você devia tentar mais uma vez e ir procurar por ele pra ver se rola alguma coisa. Vai que dá certo!!
- Mas depois de tanto tempo, Diaba? Será que ele casou, tem filhos, se esqueceu de mim? Hein, Diaba, hein???
- Ai Demonha, eu vejo novela! Essas coisas acontecem assim! Quando é pra ser é! Se eu fosse você tentaria!
E lá foi a "bunita" com sonhos de resgatar o grande amor perdido.
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Pausa para risada maquiavélica (Huahuhahuahuahuahuahua!!!!)
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Pronto...
Fui devidamente apresentada a ela como a esposa. Me olhou com cara de "putaquepariuelecasou" e eu sorri o meu sorriso mais "affetenhoquedisfarçaressaminhacaradebunda". Enquanto isso todos me olhavam como se dissessem "não faça o que você está com vontade de fazer, por favor!". Gente! Óbvio que eu não fiz nada! Tá, tive meus momentos de devaneio em que por segundos me vi puxando a demonha pelos cabelos até chegar na rua. Mas não fiz isso, sou fina, vocês lêem a casa e sabem disso (ham-ram).
Eu avaliei o conteúdo rapidamente. Diagnóstico: bonitinha - confesso. Magrinha - que ódio. Cabelos gigantescos - argh jacuzona. Rosto - sem espinhas. Altura - baixinha demais. Seios - que seios? Bunda - no lugar. Laudo: Comum, igual a ela todo mundo vê centenas a um passeio no shopping (Aricanduva).
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Retirei-me para que o "remember" fosse completo. Ficaram na cozinha a mãe, a tia e a vó do San, o próprio, a diaba e a demonha. Fui para a sala fazer um vudu da menina enquanto isso.
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Depois de um tempo fomos embora. O San me colocou à par de tudo o que a tal contou: casou, foi embora, voltou, mora em tal lugar, trabalha não sei onde. Mostrou a foto da sobrinha demoninha (cresceu, menino!!!) , a irmã tem mais uma penca de filhos, fulano de tal morreu (tadinho, néeeee?), o outro se mudou pra Sibéria (pois éeeee!), a amiga mocréia está namorando o sicrano (lembra de fulana e fulanoooooooo???).
Como podem perceber, falou coisas que mudaram definitivamente a vida do meu marido. Informações que ele não sabe como conseguiu viver sem até ontem.
Coisa patética viu?
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Não, a "bunita" não estragou o meu fim de semana, muito menos abalou o meu casamento. Mas algo me diz que ela ainda vai dar notícias. Aguardem cenas dos próximos capítulos:
Será que demonha e diaba conseguirão acabar com a paz de nossa heroína? (hihihihi)
Postado por Tuka
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