Casa da Tuka
 

25 de jul. de 2005

Assassinato no metrô londrino

Desde a última sexta-feira, se procurarmos no dicionário o significado do termo "estar na hora errada no lugar errado" acharemos uma foto do brasileiro Jean Charles Menezes, confundido com um terrorista e morto pela polícia londrina.

A imprensa nacional e mundial está em polvorosa especulando sobre a desastrosa atitude anti-terrorista de atirar antes e perguntar depois.

O brasileiro de 27 anos, natural de Gonzaga em Minas Gerais, vivia legalmente naquele país havia 4 anos e trabalhava como eletricista.

Na Folha li que o chefe da Scotland Yard, Ian Blair, pediu desculpas à família do jovem. "Isso é uma tragédia. A polícia metropolitana aceita a completa responsabilidade pelo sucedido. À família só posso expressar minhas profundas desculpas", declarou Blair. E cadê a merda do primeiro ministro?

Ele, no entanto, afirmou que a polícia de Londres tem tido que tomar decisões "em circunstâncias aterradoras" neste momento e continuará a atirar em terroristas "para matar".

Fico aqui me perguntando: e se o assassinato tivesse sido de um americano? Gostaria de ver se o mané continuaria com esta mesma empáfia. Também me pergunto como seria se um inglês tivesse sido morto aqui no Brasil confundido com um traficante.

Ok, acidentes acontecem, nós brasileiros estamos aqui aterrados até o pescoço e nem nos espantamos mais com as barbaridades que a nossa polícia comete. Mas temos memória curta não é? Quem se lembra ônibus 174 em que a polícia queria matar o seqüestrador e acertou Geísa ao vivo em rede nacional no dia 12 de junho de 2000? Logo em seguida mataram o bandido asfixiado. Quem se lembra de Adriana Caringi, morta em São Paulo em 1990 pelo cabo Marco Antônio Furlan, atirador de elite da Polícia Militar, quando queria matar o assaltante Gilberto Palhares?

E esses casos são apenas de assassinatos em que a polícia não teve culpa, foram acidentes. Mas e os outros em que quem deveria proteger faz o papel de bandido? Eu tenho medo da polícia brasileira tanto quanto tenho de bandidos à paisana.

Mas o caso de Jean é triste. Mais ainda por se tratar de um assassinato em um país tão civilizado, tão de primeiro mundo, tão diplomático, tão tudo. Realmente a escola Bush uma hora iria chegar nas terras da rainha, até que demorou.

Se Jean tivesse sido morto pela polícia no Brasil, hoje, 3 dias após sua morte, ninguém mais estaria falando a respeito, de tão comuns e banais que assassinatos covardes se tornaram no nosso país. Mas lá é Inglaterra. Não tem CPIs de corrupção política, não tem polícia bandida e não tem imigrantes que saem do país em busca de uma vida melhor. Então, por favor, nos dêem uma resposta mais digna quanto ao que fizeram com o rapaz.

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Postado por Tuka *

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