22 de jul. de 2005
Right to be Wrong?
Estávamos eu e minha irmã papeando a respeito de convenções das mais diversas. Concluímos em nossa falta do que fazer, de que seguir a maré é cômodo e dá muito menos trabalho.
Vejam bem, existem dezenas de polêmicas por aí - aborto, Fernanda Karina, eutanásia, casamento gay, Delúbio Soares, casamento inter-racial, Marcos Valério, casamento inter-social, PT, liberação de drogas, Roberto Jefferson e blábláblá...
Botem reparo, pois presto atenção nisso há anos, diante de uma discussão o fulano que é sempre o politicamente correto é geralmente o mais burro. Perdoem-me vocês pessoas, que condenam coisas apenas porque alguém algum dia disse que eram erradas, me perdoem, mas eu as acho burrinhas sim. É minha opinião.
Eu não sei se isso de ir contra verdades absolutas vem da minha criação, Meus pais sempre me ensinaram a contestar o que mesmo parecendo estar correto, não está. Agradeço a eles por isso, aliás. Eu sou de refletir a respeito de coisas impostas, ordenadas, decididas. Isso, claro, não significa que eu seja uma pessoa anarquista, que não se insere em grupos, não aceita ordens ou afins. Não. Apenas não sou daquelas que vão contra tudo porque foi dito para que fossem, e nem sou a favor de coisas que não me parecem corretas porque alguém algum dia decidiu assim.
Eu não sou católica e mesmo que fosse, não condenaria o aborto, o uso de camisinha e de pílulas anticoncepcionais. Não sou gay e quero mais é que todos os que se amam se casem e sejam felizes. Não conheço ninguém que tenha ficado em coma, mas jamais desejaria ver um ente querido vegetando em uma cama. Não curto drogas, mas não acho que a sua liberação vá transformar o mundo em um caos maior do que já está. E só para constar não sou fã de Roberto Jefferson como o atorzinho global (que perdeu uma bela oportunidade de ficar quieto)
Não gosto de verdades absolutas assim como Nelson Rodrigues não gostava das unanimidades ("Toda unanimidade é burra"). É estupidez todos obedecerem prontamente a algo que vem não se sabe porque nem de onde. É burrice, irmos com a maré comprando coisas porque todos compram, lendo livros porque todos lêem, assistindo àquilo que todos assistem e abraçando as convenções como regras em um manual.
Assim como o mundo e as peculiaridades mundanas são muito maiores do que quando vistas por um buraco de canudinho, é fundamental termos a liberdade de questionar e saber que às vezes o que parece certo nem é tão certo assim.
Postado por Tuka
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