29 de jul. de 2005
Se tu não quer, tem que queira
Em uma conversa dia desses, uma amiga me disse algo que me fez ficar muito pensativa. Ela me contava sobre o término de seu namoro. Me disse que não se importava de ter que esperar o tempo necessário para que o dito cujo que lhe deu o pé na bunda, voltasse atrás e a quisesse de volta. Eu perguntei quanto tempo ela esperaria, respondeu que qualquer tempo. Perguntei então o que ela faria se ele jamais voltasse, me disse que tinha certeza de que ele voltaria. Então tá.
A partir desse diálogo improdutivo, lembrei de outras situações. Lembrei de já ter confiado em retornos que jamais aconteceram, e de também ter me submetido a esperas eternas.
Existem coisas que acabam, simplesmente acabam. Não há espera que recupere algo que já chegou ao final. Não é porque você resolveu parar com sua vida até o momento em que idealiza que as coisas voltem a ser como antes, que isso realmente vai acontecer. A vida segue - ainda bem.
As pessoas, por determinado tempo após o fim de algo que queriam e confiavam que seria eterno, parecem que precisam de um consolo. Precisam crer que o fim foi motivado por algo além do simples "não quero mais você". Não. O relacionamento sempre acaba por culpa de outrem, ou de alguma coisa imprevista. Ele conheceu outra? A culpa é da vagabunda que se ofereceu. Ela conheceu outro? A culpa é do canalha que pegava no pé na moça. Ele deixou de te amar porque moravam longe. Ela se afastou porque com a faculdade tinham pouco tempo um pro outro. E assim vai. Nunca o amor simplesmente cessa. Mas cessa sim, acontece.
O fato de ficar esperando por alguém que decidiu seguir a vida sem você é muito mais do que qualquer um merece. Ninguém no mundo é digno de que você adie sua vida. A espera não é como nas poesias de J. G. de Araújo Jorge. As esperas são duras e cansativas. Já basta o tempo que perdemos aguardando a chegada do ônibus e da nossa vez de ser atendido em uma fila. Na vida real a felicidade tem que ser já.
Postado por Tuka
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