Casa da Tuka
 

17 de ago. de 2005

Depois de ter você

A tempestade - E te beijarei como se fosse o último beijo temendo que realmente o seja. Você me olhará de perto e enxergará mais do que meus olhos imensos te olhando, verá meus imensos olhos cheios de lágrimas - te olhando. Esquecerei todos os momentos maus e lembrarei apenas do que acho que não posso viver sem, como te ver dormir encolhido a meu lado, sempre com frio, apesar do calor do verão lá fora. Pensarei nas viagens que fizemos juntos e terei certeza de que todos aqueles lugares sairão do mapa porque nunca mais os veremos juntos. Olharei os amigos que fizemos e vou desejar que se afastem para não me trazerem lembranças do que não tenho mais. Tomarei meu café da manhã amargo, pois saberei que sem você comigo, todos os cafés da manhã serão amargos. Chutarei uma pedra no chão e me sentirei a própria pedra. Escreverei textos tristes e que façam sentido apenas para mim, pois nada mais fará muito sentido. Assistirei aos meus programas de tevê favoritos (que eram nossos) e por segundos me pegarei sorrindo e comentando sozinha um pedaço engraçado, desejando que você estivesse ouvindo. Falarei com os gatos e eles não me responderão como antes, ficarão mais calados depois de sua ida. Atenderei ao telefone com o coração aos pulos e xingarei a plenos pulmões a garota do telemarketing - coitada - ela só não era você. Verei as horas passando e simplesmente não farão diferença todos os segundos que correm, o tempo parecerá ter parado. Temerei como sempre as tempestades com seus raios e trovões e não terei você para me acalmar. Imaginarei onde você está em algum exato momento e me angustiarei pelo pensamento de que esteja em outros braços. Ouvirei todas as músicas sem mais balançar a cabeça devagarinho e acompanhar as letras que nem sei com meus nãnãnãs. Sonharei com sua imagem no último dia em que o vi e acordarei aos prantos, pois só em meus sonhos você ainda está perto.

A negação - Direi a todos que te odeio e só eu saberei que ainda o amo como nunca. Fingirei que desejo nunca mais vê-lo na vida, mas em segredo (até de mim mesma) me arrumarei todas as vezes do jeito que sei que gostava e me prepararei para um eventual encontro. Beijarei outras bocas e o gosto de todas elas não serão como o seu. Farei sexo com centenas de pessoas e entregarei a todas o meu corpo, jamais o meu espírito como fazia com você. Verei filmes novos e te amaldiçoarei, pois saberei que jamais gostaria de vê-los. Rasgarei suas fotos praguejando e reparando em todos os seus defeitos, como aquela pinta feia que eu amava... Picarei todas as suas cartas, mas antes a lerei novamente e sorrirei toda vez que encontrar um erro de português. Flertarei com todos os homens que você sentia ciúmes e me divertirei imaginando sua cara. Perguntarei a todos sobre você e morrerei quando me contarem que já tem outra pessoa. Quererei ver a cara da nova escolhida e a acharei medonha, gorda e burra quando a vir. Me apaixonarei novamente e terei certeza de que nunca será como o que eu senti por você. Me apaixonarei de verdade mas ainda assim pensarei que não será a mesma coisa. Me apaixonarei como nunca e não estarei convencida de que é maior do que era com você.

A bonança - Um belo dia, quando eu menos esperar... tentarei com todas as minhas forças relembrar que raio era aquilo tudo que senti por alguém que nem sei mais direito quem tenha sido.

Nota da autora - Se você se identificou ao ler este texto é porque em algum momento já sofreu pela perda de alguém - e você também sabe que o sofrimento passa. As palavras acima foram escritas para todos que me escreveram pedindo para falar sobre finais. Calma aí que a bonança chega.

Postado por Tuka *

Leia antes de usar
Desde 15 de janeiro de 2002 uma jornalista nonsense escreve desembestada no blog que chama carinhosamente de sua Casa.

Aqui têm besteiras demais, coisas inúteis demais, enfim, tudo o que nem precisava ser dito, muito menos escrito.

Obviamente, qualquer semelhança com a realidade é única e exclusivamente uma opção da autora.

Assim como o direito de escrever
o que bem entender, claro!


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