
Daí que li o livro da Rachel Pacheco, vulga
Bruna Surfistinha. Sério, li mesmo e até gostei. Admito que não comprei e nem compraria. E claro que isso em nada tem a ver com preconceito, pois quem lê essa bagaça sabe que se existe algo que não sou é preconceituosa. De resto, sou quase tudo. Inclusive meio puta, pois já que com meu marido faço de tudo um pouco, sem pudores - e até Bruna ficaria envergonhada.
Só que apesar da curiosidade que tive de imediato, não o comprei por que ponderei que pelo mesmo preço poderia comprar coisas mais interessantes. Mas já que o livro apareceu aqui de bandeja o li inteiro numa só sentada – sem trocadilhos, por favor.
Sexo, drogas e blábláblá. Historinhas até bobas “romanceadas” da vida de uma bocózona. E não por ser prostituta, absolutamente nada a ver. No livro fica muito claro como ela se define sendo uma pessoa sem caráter, mentirosa, ladra, fútil e ingênua (sim, pasmem, ingênua). Ser puta, na verdade, é sua melhor qualidade. A mulher tem mesmo talento pra coisa – benza Deus.

Mas nada muito original afinal de contas. Pois há 27 anos a alemã Christiane já havia contado sua história no livro e filme
"Eu, Christiane F. - 13 Anos, Drogada e Prostituída" - também sobre muita dessa ladainha de submundo (mas em doses muito maiores, claro).
E eu realmente acho um barato ler essas coisas polêmicas que tanto chocam os moralistas. Por isso, ponto pra Bruna, que além de ter feito tudo o que quis, elevou a profissão mais antiga do mundo em critérios altíssimos. Agora não basta ser puta – tem que ser best seller. Convenhamos, vai ter visão de negócios assim lá na puta-que-pariu - sem trocadilhos, sem trocadilhos...