Casa da Tuka
 

5 de set. de 2006

Só isso, mais nada...

(Pois Alice não é como mais ninguém)

E só ela sabe dela, afinal...Alice é daquele tipo de pessoa que quer apenas o suficiente. Nada além. Não tem desejos exorbitantes, a não ser, vez em quando uma bomba de chocolate recheada da padaria.

Tem um carrinho legal que terminou de pagar faz dois meses - o lava a cada 15 dias. Carrega nele seus CDs preferidos e dança enquanto dirige. Nunca quis Ferraris nem nenhum absurdo que sempre soube que não teria. Quando vê desses carros de cinema nas ruas, abaixa o vidro do seu e sorri, admira. Segue a vida enquanto dança seus lá-lá-lás.

Sua casa é na medida do que precisa – nem mansão nem casebre – e o que mais gosta é a parede lilás que ela mesma pintou. Ali tem um universo inteiro de coisas que lhe pertencem porque fazem parte do que é. As lembranças que carrega desde sempre, as pessoas que por ali passaram, as fotos espalhadas em porta-retratos e álbuns, sua coleção de coisas que nunca se dá conta de que coleciona. Tudo o que faz Alice ser Alice se guarda dentro de sua casa – em cada canto dela.

De amores, jamais esperou o impossível: não buscou a beleza absoluta, nem alguém tão inteligente a ponto de ser capaz de lhe explicar física quântica, ou a mais segura e indefectível das pessoas. Não. O amor que escolheu pra ela é uma pessoa normal, com marcas, cicatrizes, com capacidades e qualidades admiráveis, alguém passível de erros – exatamente como ela.

Trabalha com o que ama e jamais, jamais, faz hora extra - tampouco deixa algo por fazer. Mas ela acha que das 9h00 às 18h00 já é tempo demais para se dedicar a coisas que não vão mudar o mundo. Ela sabe que o curso da Terra também não será alterado se for embora pra casa no horário. Prazos, metas, planilhas existirão sempre e ela é muito responsável, no entanto seu maior comprometimento, antes de tudo, é consigo mesma. Fora isso, ela sempre quer ver o sol lá fora antes de escurecer. Acha muito justo.

As más línguas dizem que Alice quer muito pouco da vida. Ela ri. Dizem que é infeliz. Que mentira! Bradam aos quatro cantos que é uma pessoa sem muitos objetivos. Muito se enganam!

Alice quer da vida exatamente aquilo que precisa. Seus objetivos não consistem em “ter” mais do que “ser”. Ela fez um filho, escreveu um livro e plantou mais de uma dúzia de árvores. Ela é feliz exatamente porque sabe o que quer e o que não quer - não trava batalhas consigo mesma jamais.

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Postado por Tuka *
Comments:
Tuka,
Ainda existem pessoas como Alice?
Um abraço.
 
Existem, Gui!
 
Putzzzz...
Alice Maravilha no país dos insanos e perdulários.
Alice que nome lindo [nome de minha mãe] Alice soa tão bem e passa coisa tão boa como na escolha de seus amores, perfeito!!
Linda tarde Tuka menina,
beijossssssssssss
 
Uma verdadeira Alice no pais das maravilhas...
Nada como sabe que cada coisa tem seu valor real e não o que muitos gostam de atribuir...
Belo texto.
Ótimo dia.

:*
 
Eu quero ser igual a Alice quando crescer, rsrs...

Tuka, li sobre a barra que vc enfrentou quando descobriu o plágio, ainda por cima, por parte de uma pessoa em quem vc confiava. Ainda bem que vc pôde dar um fim a essa situação desconfortável. Acompanhei o problema da Rosana Hermann tb, sempre leio o blog dela.

Manda o selinho p/mim?? Vou adorar usá-lo! Precisamos coibir essa prática do desrespeito e da falta de criatividade e vergonha-na-cara...

beijos!!

meu email: drika4ever (gmail.com)

Beijos!!
 
é... eu quero o mesmo que Alice... Nada de mais, nada de menos...

Mas isso é por deveras dificil ...

Tuka, o selinho não chegou, mas não tem pressa não, nem sei quando volto a postar!

Beijos
 
noossa q eu adorei a sua casa! será q vc pode me enviar o selinho? eu sou uma vítima de plágio, descoberto graças a minha querida mônica...vc pode mandar pra mim?! hospedariaexisteumlugar@hotmail.com
um beijo! ;)
 
Eu entendo a Alice... entendo, admiro e qdo crescer vou ser igualzinha!!! Já estou treinando há um bom tp!

bjs, moça!
 
Eu me identifiquei muito com Alice. Essa sim, atingiu um alto grau de evolução pessoal, justamente por saber o que quer e o que precisa. Eu quero ser Alice. :-)

Beijão, Tuka.
 
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Desde 15 de janeiro de 2002 uma jornalista nonsense escreve desembestada no blog que chama carinhosamente de sua Casa.

Aqui têm besteiras demais, coisas inúteis demais, enfim, tudo o que nem precisava ser dito, muito menos escrito.

Obviamente, qualquer semelhança com a realidade é única e exclusivamente uma opção da autora.

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