(Se quiser entender você precisará começar pelo capítulo 1)
A fuga

Continuamos a conversar e posso garantir que esses dias pareceram meses devido a tudo que aconteceu. Entre tantas coisas de natureza bastante distintas estavam incluídos, de um lado, o meu ex inconformado, e de outro, a namorada do moço que parecia perceber que havia algo estranho no ar. O namoro dos dois nunca foi o que ele gostaria, sempre foi claro que o amor pendia apenas de um lado da balança e era apenas no que dizia respeito ao sentimento dela por ele. Ele não a amava.
Entre nós foi tudo realmente muito rápido, acho que vale relembrar para que não percam as contas: do dia em que nos conhecemos até o momento em que conversamos pela primeira vez se passaram nove dias. Neste mesmo me apaixonei e no seguinte terminei o namoro.
Estávamos no dia 13 de dezembro (três após eu ter dito a ele que estava livre) quando resolvi levantar o time de campo e viajar. Tudo estava uma confusão. Eu o entendia: eu terminei um namoro por telefone, ele teria que fazer isso ali olhando pra cara da menina que o amava. Não era algo tão simples assim.
Parênteses: Eu não tinha dito em nenhum momento nada que o influenciasse na decisão que viria a tomar. Se quisesse terminar seria ótimo, eu ficaria realmente feliz, mas se não quisesse, eu entenderia. E foi exatamente por isso que fiz minhas malas e viajei. Não levei celular e nem o avisei da viagem.