7 de dez. de 2006
Yes, i did?

Eu acho tão engraçadas determinadas coisas que acontecem. Não sei vocês, mas eu realmente acho. Vejam por exemplo o mais recente fuá que está rolando nos Estados Unidos envolvendo O.J. Simpson, ex-astro de futebol americano. O cara escreveu um livro chamado If I Dit It (Se eu tivesse feito) em que conta a história detalhada de como teria praticado os assassinatos de sua ex-esposa Nicole Brown, e do “amigo” dela, Ronald Goodman “caso” fosse o responsável pelos crimes. Dizem por aí que o livro é praticamente uma confissão, mas segundo declarou o próprio O.J., ele não tem nada a confessar - portanto, minha gente, é sim só um livro de ficção – humrum, e Papai Noel existe mesmo. Não é realmente engraçado?
Para quem não se lembra da história, o "julgamento do século" - como foi chamado o caso Simpson - parou os EUA há 11 anos e além de se transformar em um circo da mídia, foi uma verdadeira guerra inter-racial: a maior parte dos americanos de raça branca achava que Simpson era culpado dos assassinatos, enquanto a maioria dos negros acreditava na sua inocência. Após um processo que demorou um ano, um júri de maioria negra o eximiu de responsabilidade criminal. No entanto, um ano e meio depois, outro júri de maioria branca condenou o ex-jogador a pagar um total de US$ 33,5 milhões pelos danos e prejuízos causados aos familiares de sua ex-mulher e do amigo desta.
Acontece que após enfrentar intensa pressão dentro e fora da empresa, grupo News Corporation cancelou o lançamento do tal livro que iria acontecer no fim de novembro. Também foi cancelada a entrevista promocional do livro à cadeia de televisão Fox que já havia sido gravada e seria transmitida nos dias 27 e 29. Setenta mil cópias do livro que já tinham sido entregues a livrarias nos EUA foram recolhidas.
Yale Galanter, advogado de OJ Simpson, sublinhou que o seu cliente mostrou-se totalmente indiferente aos cancelamentos do livro e da entrevista. Eu também teria ficado, sabem? Ainda mais com o suculento adiantamento de alguns milhões que o bonitão recebeu pelo livro - ele afinal só queria mesmo “esclarecer algumas coisas”.
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Quanto tempo vocês acham que vai demorar para o livro aparecer por
aí? Quanto tempo as entrevistas que foram gravadas demorarão para cair na Internet? Confesso que estou morrendo de curiosidade.
Marcadores: Literatura, Mídia
Postado por Tuka
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