ou um feliz aniversário

E parece que
você sempre esteve aqui. Parece mesmo que você surgiu para preencher um lugar que só estava à sua espera. O incrível é que quando paro pra pensar não consigo me desvencilhar de todos aqueles clichês que odeio tanto e você sabe. Aqueles que dizem sobre a hora certa das coisas, a hora certa para tudo. Pois essa amizade realmente parece que só estava esperando a hora certa. Isso me deixa, sobretudo brava, porque essa hora certa poderia ter sido antes. Mas lá vem outro: antes tarde do que nunca. Ah que saco, odeio tanto esses clichês, amiga. E você é daquelas pessoas, poucas aliás, que não merecem ser inseridas em lugares comuns.
Você sabe disso?
Você me conhece bem, eu deixei – você sabe o quanto é raro que eu me mostre como verdadeiramente sou – é tão cômodo que a maioria me veja sempre como a mal humorada, a chata... E eis o diferencial que me deixa à vontade com minha escolha certeira com essa amizade: você fez por merecer. Você sempre faz. E pra você sou tudo: sim, a mal humorada e chata também estão no pacote. Você com esse jeito despretensioso de ser que quando me dei conta já fazia parte de minha vida.
Não saia mais dela, te peço.
Essa sua amizade tão livre de qualquer coisa e tão importante pra mim que quando você atende ao telefone dizendo: “posso te ligar daqui dois minutos?” me deixa fula da vida. Porque dali dois minutos não será mais o momento que eu queria falar qualquer das besteiras que eu pudesse querer falar - então brigo com você que se desculpa. Você sempre se desculpa e, na verdade, você não precisava se desculpar, porra nenhuma, óbvio.
Me desculpa, amiga?
A mulher tão forte e tão frágil: que cuida dos pais e dos amigos, que corre de um lado pro outro, que quer estar em todos os lugares ao mesmo tempo, que faz acontecer o que quer que tenha vontade – essa mesma que pensa que otimiza o tempo e na verdade sempre se distrai no meio do caminho. A encantadora mulher que, às vezes parece ter 80 anos e muitas outras não passa de uma garotinha manhosa de 10.
Eu particularmente amo as duas: a anciã e a infante.
Você é muita coisa, tantas que tenho certeza absoluta de que não tem idéia nenhuma. Nem sequer do que significa para todos esses seus incansáveis seguidores que você vai arrebatando por onde passa - que te ligam, que te confessam coisas, que imploram por sua presença e companhia.
Eu faço parte dessa lista e tenho mais motivos do que conseguiria colocar em palavras.
Nesses seus 30 anos de vida que completa hoje, e amanhã quando vai completar 30 anos e um dia, e depois e pra sempre - espero realmente que você conquiste tudo o que desejar e que seja feliz. E anseio por isso me esquivando daqueles mesmos clichês que citei lá no primeiro parágrafo, mas constatando sem saída que felicidade plena é sim apenas mais um chavão. Então sem me importar com qualquer coisa, só espero mesmo que você seja sempre esta senhora e esta menininha. Que juntas tornem a vida de todos que têm o privilégio de tê-las em sua vida, muito melhor como você sempre faz. Pois você não é como qualquer um.
Você é VOCÊ!
Parabéns, minha Cá! Parabéns, minha Carlota! Parabéns, minha Musta! Parabéns, minha “Cu”! Parabéns, minha amiga!