
Qualquer mulher sabe o quanto é uma merda ficar menstruada. Não, homens, parem de uma vez por todas com essas idéias
jumentinas de que ao sangrarmos todo mês, sentimos a plenitude de sermos fêmeas.
Fêmea é o cacete! Sangrar todo mês é uma grande droga. Não é só o lance do sangue jorrando pelo meio de nossas pernas, ainda tem a cólica, a dor nas costas e muitas vezes o enjôo. Percebam, não é nada fácil. Mas como tudo o que é ruim realmente pode piorar, imagine que em sua última "regra" –
Tukaaam, esse termo é tempo da vovózinhaaam, hein? – você se depara com mais um grande inconveniente.
Ai, tô até com medo de saber, Tukaaam! Você descobre que tem alergia a absorventes. De um mês para o outro, sua
perereca-munita-lindaaam se torna absurdamente sensível a ponto de lhe sacanear enchendo-se de bolinhas devido à droga de um absorvente com
gel-abas-mega-fino-e-perfumado. Não é muito azar?
É, é muito azar.
O que pode piorar um rosto com espinha
Reclame então na droga da espinha que nasceu ao lado da sua boca
super-zégse, que está enfeiando a sua linda carinha e de quebra lhe apagando o charme
sou-danada-mas-não-dou-pra-você-nem-que-a-vaca-tuusss. Reclame à vontade. Atazane suas amigas perguntando a cada dois segundos se a diaba da espinha está aparecendo demais. Reclame até que elas digam algo equivalente a:
Vá pro inferno você e essa espinha do cacete, Tukaaaaam! Daí faça beicinho e cara de magoada e quando elas ficarem com peso na consciência pelo rompante, comece a perguntar da espinha novamente. Isso. Vá dormir com esperanças que no dia seguinte alguma mágica aconteça e faça tudo voltar a ser como era antes. Acorde feliz e vá ao espelho... Xingue todas as gerações evolutivas da humanidade e principalmente suas glândulas sebáceas, pois você acaba de ganhar uma enorme, amarelona e suculenta espinha no meio da testa.
O que pode piorar um dia de chuva
Quando você achava que o máximo do azar era ter perdido o ônibus enquanto atravessava a rua no meio daquela chuva torrencial, não podia imaginar que em menos de 5 segundos iria cair, ralar o joelho, furar a meia-calça e ao mesmo tempo torcer o pé direito ao enfiá-lo num buraco cheio de lama. Ainda no chão tentando inutilmente visualizar o lado bom das coisas, afinal... afinal... -
não havia merda nenhuma de lado bom – você avista um outro ônibus vindo rapidamente. Um vento mais forte neste exato momento faz sua sombrinha virar ao contrário – a porcaria tinha custado R$5,90. Antes que você decida se volta pra casa e liga pro chefe explicando tudo o que lhe aconteceu, o maldito
cata-poveza passa em cheio numa poça d’água. A partir de então você tinha um joelho ralado, uma meia-calça furada, um pé torcido, sua sombrinha transformada em entulho e ainda pingava de água lamacenta da cabeça aos pés –
ai que nojo! É quando, na tentativa de resgatar um pouco da dignidade, ignora os olhares curiosos que a observam e finalmente volta pra casa. Chega, vai direto para o banheiro, tira a roupa, liga o chuveiro e sente a água quente caindo em sua cabeça. Respira aliviada e se ensaboa inteira na tentativa de esquecer o terrível início de dia que tivera. E quando começava a relaxar, uma água gelada lhe percorre o corpo. Imediatamente lembra do aviso no elevador de que a energia seria desligada para a manutenção elétrica.
Era hoje??? Merda!