Então hoje é domingo. Que legal... Quem acompanha esta Casa há tempos, sabe que eu e o domingo não somos muito chegados. Não nos gostamos mesmo. Há um tempo, eu vinha tentando superar essa antipatia e até estava dando certo. O domingo tentava ser legal comigo e eu com ele. Mas hoje esta harmonia foi quebrada.

Saí de casa às 10h00 para ir a um mercadinho fuleiro que tem por perto. Até aí, eu só estava puta com o fato de ter que sair para comprar pão, mas pensei bem e concluí que isso seria melhor do que ficar com fome – e eu já disse aqui como eu fico quando estou com fome.
Pois bem, logo que saí avistei dois neonazistas serelepes passeando de bicicleta –
confesso que achei meigo. Não sei quanto a vocês, mas eu tenho muito medo deles -
mesmos dos serelepes de bicicleta. Na verdade tenho muito medo de gente que faz parte de facções de quaisquer gênero (Al-Qaeda, PCC, Sendero Luminoso, Ira...), mas sobretudo os neonazistas me dão um medo do cão. Gente mais esquisita que essa laia não há. E morar em São Paulo significa que a partir do momento que você sai de casa está sujeito a encontrar qualquer tipo de gente, e isso pode variar entre atletas famosos, pedintes, atores globais e neonazistas, depende da sua sorte. Eu como sou um ser com uma sorte do caralho, fiquei mesmo com os neonazistas.
Tá, mas continuando –
domingo me deixa um tanto prolixa - lá

vinham os neonazistas em seu passeio ciclístico dominical na contra mão enquanto o sinal de pedestres estava aberto –
aberto para os pedestres, não para um bando de neonazistas ciclistas na contra mão, putaqueopariu! E quis o destino que um pobre desavisado estivesse atravessando a rua naquele exato momento sem se dar conta dos malucos que vinham em sua direção prestes a atropelá-lo. Eis que os filhos de satã começaram a buzinar para que o homem saísse da frente. Meu primeiro impulso foi cair na gargalhada, afinal coisa mais fofa amiguinhos em bicicletas com buzininhas tentando botar banca de
somos-machos-pra-caralho-tá-vendo-não? Mas achei sensato ficar bem séria, fazer cara de medo e fingir que eles estavam em motos super potentes e
foderosas.

Mas então... Eles buzinaram e óbvio que o homem se assustou. Quando virou na direção do barulho e percebeu que se tratava de dois doidos carecas, com cara de malvados com tatuagens dizendo
esfolamos-negros-judeus-gays-e-nordestinos, ele ficou com medo e caiu fora - é isso o que você fariam né? Mas o fubango não, ele simplesmente deu de ombros e resmungou algo equivalente a: “
Ah! Seus cabra da peste! Vão pro raio que os parta, seus filho duma quenga!”.
Na hora, eu como uma pessoa inteligente e sensata, só consegui pensar na melhor coisa que me passou pela cabeça naquele momento:
Ihhhhhhhhhhhh, fodeu geral!
Sem se fazer de rogado um dos seguidores de Hitler levantou sua blusa e mostrou ao moço uma arma presa na cintura.