12 de fev. de 2008
Geléia Geral

Eu pouco me interessei pelas notícias a respeito do Grammy deste ano porque achei que tudo seria, e foi, bastante previsível como sempre. Mas então olhando as fotos da
galerinhaam que deu umas bandas pelo tapete vermelho me deparo com esta. Me pergunto:
Cacetaaam! Essa gente está divulgando algum novo filme de terror
em pleno Grammy? Só que prestando um pouco mais de atenção, noto que o look das mocinhas não é obra de maquiagem, tampouco são máscaras horripilantes para causar furor. Essas duas aí são Aretha Franklin e Cyndi Lauper, genteem! Só faltou Amy Winehouse. Se a cantora inglesa não tivesse o visto de entrada nos EUA negado – e arrasado mesmo à distância, já que a
mulhé ganhou em cinco das seis categorias em que foi indicada – provavelmente aproveitariam para tirar uma foto das três juntas e usariam para divulgar os 25 anos de Thriller.
Cyndimm, Arethaaam, assim não, meninas!
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Então gente, há quase cinco anos torço para que a Vai-Vai não ganhe o Carnaval paulista dijeinenhum, pois como vizinha do barracão da escola sei bem o tamanho do fuá que eles já fazem em dia de ensaio. Acontece que neste ano não deu certo, nem minhas mais poderosas preces resolveram. Assim que a apuração dos pontos foi encerrada meu telefone começou a tocar sem parar. Do outro lado da linha as pessoas solidárias em meu provável sofrimento diziam: “Aim, Tukaaam, sifudeu, gataaam! Esses sambistas vão parar de fazer barulho só ano que vem!” – ou algo assim. Pois é gente, eu também achei que seria um verdadeiro inferno, sobretudo quando o presidente da escola apareceu na Rede Grôbo dizendo: Nhaí, cambadaam, hoje ninguém dorme nessa porra!” – ou algo assim. Mas sabem que não? Tenho uma teoria de que o povo do PSIU (Programa de Silêncio Urbano na cidade de São Paulo) ficou muito puto com a declaração do moço e chegou lá no barracão impondo o maior respeito: “Inhaí, seu presidente, se tu é ômi, fala agora quem é não vai dormir aqui nessa jóça!”– ou algo assim. Só sei que foi super tranqüilo e acho que ano que vem até torço pra Vai-Vai ganhar – ou talvez não.***
Quando Michael Douglas em Um Dia de Fúria interpretou um cara que despiroca por causa do caos da cidade grande e sai por aí fazendo e falando as maiores barbaridades, todo mundo se identificou pelo menos um pouco com ele. Afinal quem é que já não sentiu vontade de dar uma de louco por conta de tanta coisa que acontece e por um monte de gente sem educação com quem temos que lidar todos os dias? Pois é. Quando assisti A Fúria (He Was a Quiet Man) foi impossível não lembrar do clássico de 1993. A diferença é que em A Fúria o personagem principal interpretado por Christian Slater se rebela contra seus colegas de trabalho. Bob Maconel é uma pessoa insignificante a ponto de que quase ninguém saiba seu nome. Ele observa e define as pessoas com quem convive no trabalho: o puxa-sacos, a fofoqueira, o fura-olhos, a vagabunda e odeia a todos que ignoram sua existência. Seu maior sonho é tomar coragem para usar a arma que guarda cuidadosamente em sua gaveta e matar todo mundo. Esse tipo de rompante já faz parte da cultura americana, não é nenhuma novidade - vira e mexe tem um bate-pino matando gente e repetindo Columbine e Virginia Tech (já aqui no Brasil, no máximo a gente tem vontade de dar um belo soco na cara de algum fubango). Slater está tão bizarro quanto excelente no papel de lunático e se o filme não é lá tão bom, também está longe de ser ruim e tudo graças ao ator. Vale a pena assistir.Marcadores: Celebridades, Cinema, Cultura, Música, Séries da Casa
Postado por Tuka
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