Há pouco mais um mês, eu e San estávamos serelepes e esfomeados saindo da garagem do nosso prédio indo em direção ao
Mac Rombalds tomar café, quando uma
bee bem louca,
gatchinham e distraída que vinha atrás (ui!), também saindo da garagem do prédio, acertou nossa traseira. Depois de muita conversa em que ela insistia que a culpa havia sido nossa (ah vá,
bee), ela resolveu pagar.
Duas semanas depois estacionamos o carro em pleno meio-dia por 30 minutos numa rua bem movimentada. Quando voltamos, haviam estourado nosso vidro e roubado a
porra-do-rádio-com-mp3-e-entrada-auxiliar-com-controle-remote-super-caro-e-bacaninha. Bando de filho da puta, leitores. Foi assim que resolvi nunca mais investir em nenhum rádio para carro, muito menos em uma
porra-de-rádio-com-mp3-entrada-auxiliar-com-controle-remote-super-caro-e-bacaninha-prum-flho-da-puta-qualquer-roubar e me mantive firme e resoluta, no silêncio absoluto, deprimente e assustador –
Aiim, Tukaaam, pára de ser loucaaam!

Acontece que dirigir nessa cidade do capeta e ficar parado no trânsito mais tempo do que em casa ao lado da família, é dose. Ficar parado no trânsito num silêncio fúnebre é pior. Mas nada se compara a ter que ficar parado no trânsito sem rádio e ser obrigado a ouvir a merda da música cafona que essa gente tosca que dirige do nosso lado, gosta. Descobri uns forrós, uns funks e umas músicas-gritinho (sacam estilo Wanessa Camargo/Mariah Carey?) que eu jamais saberia que existiam se não fosse esse
bando-de-motorista-cafona-cujo-rádio-nenhum-filho-da-puta-rouba que anda por aí.
Então percebi que estava ficando maluca quando comecei a desejar com todas as minhas forças que um tsunami passasse por ali e matasse a todos – TO-DOS! Menos eu, que não tinha rádio algum, poxa. Imaginem um tsunami do Rio Pinheiros, do Rio Tietê... Seria lindo.
Antes que eu arrumasse encrenca na rua por causa do gosto musical duvidoso
desse-bando-de-motorista-cafona-cujo-rádio-nenhum-filho-da-puta-rouba, comprei outro rádio. Depois de procurar em dezenas de lojas acabei encontrando:
- Oi moço, estou procurando um rádio furréca bem baratinho pra colocar no meu carro.
- Tem um aqui com entrada auxiliar, USB e...
- Não, moço! Quero um rádio
furréca, eu já tive uma
porra-de-rádio-com-mp3-entrada-auxiliar-com-controle-remoto-super-caro-e-bacaninha-mas-
um-filho-da-puta-veio-e-roubou.
- Hum. Que pena, moça. Tem um aqui de cem conto, pode ser?
- Tem mais barato, não?
- Tem não.
- Tá. Pode ser então.
Foi assim que comprei um rádio
furréca. Até que é bonitinho, acende umas luzinhas e tals. O único problema é que agora quando eu acelero e o rádio está ligado (e sempre está) o carro zune:
Zuuuuuuuuuuuuum! Coisa linda, leitores. As pessoas dizem que vou acostumar e acho que têm razão. Pois até um rádio que faz seu carro zunir é melhor do que ser obrigado a ouvir o gosto musical dos infernos dessa gente tosca que dirige por aqui.