Pois bem, a vida
zegzual com o tal julliano* se resumiu em umas quatro ou cinco patéticas tentativas de algo satisfatório. Mas até que foi tudo perfeitamente compreensível já que eram jovenzinhos e inexperientes. Ela tinha medo de engravidar só de ficar pelada e ele, tadinho, que pensava ser um expert, entendia de
zégzo na mesma proporção que entendia de física quântica, ou seja: absolutamente nada. Depois disso, suas vidas prosseguiram separadamente e ela o encontrou apenas por acaso algumas vezes. Sempre que pôde, ele dirigiu-se a ela com aquele papinho manjado que faz com que nós mulheres sintamos pelo homens um sentimento de plena compaixão:
Gataam, se fizermos zégzo hoje você vai ver o que é bom”.
Tenho certeza disso, mas não, obrigada - respondia todas as vezes. Isso porque imaginava que falar
prefiro-jogar-gasolina-em-meu-próprio-corpo-e-tacar-fogo-a-transar-com-você-de-novo-nesta-vida o magoaria muito.

Em seguida veio o fubango do seu segundo namorado, o Ivhan*. De Ivhan* basta dizer que seu livro de cabeceira era o Manual do Orgasmo Feminino. Sendo assim, ninguém poderia culpá-lo por não se esforçar, não é mesmo? Mas Ivhan* não sabia que ser bom na teoria não faria dele um az na prática. Mas quem teria coragem de dizer isso a ele? Ela, definitivamente, não!
Depois de algum tempo de namoro, Ivhan* e ela separaram-se. Não lembro muito bem o que foi que aconteceu no final, mas deve ter sido bem sério, pois o namoro dos dois terminou com o seguinte diálogo ao telefone: Ela:
Oi, você vem? Ele:
Não, vou não, tá chovendo. Ela:
Hum.
Você vem depois que parar? Ele:
Não. Ela:
Você pretende vir quando? Ele:
Não pretendo ir nunca mais. Sei lá, leitores, mas tenho cá pra mim que esse não foi um final de namoro dos mais legais, ele poderia ter sido mais camarada e dito algum daqueles clichês
não é você, sou eu, ou ainda o clássico:
agora preciso focar em minha carreira – e, mesmo que ele não tivesse nenhuma carreira, ela fingiria acreditara. Mas bem, seguiram cada um o seu rumo, ele deve ter prosseguido com os livros e ela com aquela persistente sensação da fila do Hopi Hari que mencionei no capítulo anterior. Vale dividir com vocês leitores, que para a pobrezinha, cada vez mais a imagem era de uma fila maior,
muuuuuito maior do que o brinquedo merecia.
Foi então que conheceu Alejanderrr*...
Continua...
Atenção, esta é uma obra de ficção saída da mente um tanto quanto perturbada desta blogueira que vos escreve. Em todo caso, nomes* foram e serão trocados para preservar a identidade dos envolvidos, mesmo que imaginários.