Casa da Tuka
 

15 de ago de 2005

Mais uma série

Depois de alguns e-mails insistentes me pedindo para expor as mais irritantes manias masculinas, eis aqui o primeiro texto da série. Em homenagens a todas a mulheres que assim como eu, não suportam certas coisas.

Da série Por que os homens são assim - O que eles pensam quando nos dizem gracinhas na rua?

Pois bem, ter nascido mulher significa, entre tantas coisas, ter que agüentar as mais variadas gracinhas vindas dos homens.

Como se já não bastasse termos jornada dupla de trabalho - às vezes tripla, como se já não bastasse menstruar todo mês, sentir cólicas, ter TPM, parir e tantas coisas mais. Temos também que ouvir "gracejos" nada graciosos na rua.

Mas meninas, o que se passa pela cabeça masculina ao olhar para uma mulher na rua e chamá-la de gostosa? Será que o moço acha que ela irá arrancar suas vestes imediatamente e dizer "me coma"? Será que ele pensa que ela ficará "molhadinha" ao ouvir tal coisa? Será que ele pensa que a mulher ganhará o dia, pois se trata de puta elogio? Não sei. O que sei é que um machismo ridículo.

Dia desses resolvi revidar todas as bizarrices que ouviria no caminho de volta para casa. Como estava com a TPM aflorada, saí do trabalho decidida a não deixar quieto nada do que me dissessem como sempre faço. Poucos passos depois escuto um "ô delícia". De imediato e em bom tom (entenda-se: praticamente berrando) respondo: "em compensação você é medonho, né meu filho?". Mais do que depressa o rapaz, feio como o capeta encarnado, abaixou a cabeça e apressou os passos. Acho que pelo menos naquele dia ele não ousou mais dizer coisa parecida a desconhecidas na rua.

Continuei minha caminhada bem feliz e provavelmente assustando as pessoas que vinham em direção contrária, pois não é muito normal andar sozinha por aí às gargalhadas. Mas tudo bem, nem liguei e prossegui.

Já tinha andado bastante quando avisto um café repleto de homens. Esse tipo de lugar é uma verdadeira desgraça para uma mulher que pretende sair sem ouvir indelicadezas. Quando eu estava ainda a alguns metros de distância da gangue - sim, pois mais de um junto homem já é uma gangue, tenho medo - eles pararam de conversar e todos se viraram para a rua.

O mais velho deles, provavelmente o líder, resolveu se incumbir da missão de apavorar mais uma mocinha que por ali passava. Mal sabia ele que não se tratava de uma mocinha qualquer, e sim de uma enfurecida por uma TPM galopante, pelo cansaço do longo dia de trabalho e por uma fome de cão. "Nossa, que tesão de mulher você é!". Parei. Sorri. Olhei o velho. Finalmente disse: "Pois não vô, quer alguma informação? O consultório geriátrico é logo ali seguindo reto. Boa noite". Se fez um silêncio mortal e a cara do homem mudou, achei que ele fosse chorar. Segui meu caminho e de longe ouvi as gozações com a cara do tal pelo fora tomado. Foi maravilhoso.

Continuei meu caminho.

Infelizmente naquele dia ninguém mais se aventurou a me dizer mais nada. Apenas mostrei a língua para um coitado que me encarou. Isso também foi bem divertido, pois ele jamais esperaria que uma louca fosse responder a seus olhares com uma cara de nojo mostrando a língua. Foi engraçado.

Eu já cansei de "galanteios" de desconhecidos. Pra ser sincera, nem em momentos de profunda baixa auto-estima me sinto melhor com coisas do gênero. Mas confesso que a única vez que realmente achei um barato ouvir besteiras na rua, foi em Curitiba, em um domingo de manhã a caminho da feirinha do Largo da Ordem. Estávamos eu e minha irmã e eis que ouvimos de um bêbado abismado com a nossa passagem: "Olha só! O crocodilo e o crocodilão"! Morremos de rir e não esquecemos isso até hoje e já faz uns 10 anos quase. Ninguém pode acusá-lo de falta de originalidade ao menos, não é?

Cada coisa, viu...

Postado por Tuka *

Leia antes de usar
Desde 15 de janeiro de 2002 uma jornalista nonsense escreve desembestada no blog que chama carinhosamente de sua Casa.

Aqui têm besteiras demais, coisas inúteis demais, enfim, tudo o que nem precisava ser dito, muito menos escrito.

Obviamente, qualquer semelhança com a realidade é única e exclusivamente uma opção da autora.

Assim como o direito de escrever
o que bem entender, claro!


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