Casa da Tuka
 

23 de ago de 2005

No elevador

Acordou cedo como em todas as manhãs, ajeitou o que precisava ser ajeitado, tomou seu banho e foi trabalhar. Era vendedora em uma loja de shopping e atendia centenas de pessoas todos os dias. Hoje realmente ela estava exausta, queria apenas chegar em casa e tomar um banho demorado.

(O elevador está no térreo, posso ver daqui. Tomara que eu consiga chegar antes que ele suba).

Ela odiava quando o elevador subia justamente quando estava prestes a abrir a porta.

(Merda, tem um mala no hall do elevador com um monte de sacola).

Sorriu um sorrisinho bege.

- Boa noite.
- Flanflan.
- Né?
- Flan.

(Putaquepariu, essa tralha está parada no 25º).

O homem começou a cantar.

(Affe... Só o que me falta!).

(Ai, que vontade de soltar um pum).

(Eu bem que podia soltar um pum, aí queria ver ele continuar cantando).

Elevador chegando.

- Enfim né? Nunca vi elevador demorar tanto quanto neste prédio.
- Flanflanflanflanflanflanflanflanflanflanflanflanflanflan.

(Nunca mais nessa vida esse homem vai calar a boca, meu pai?).

O homem seguia falando.

(Ai que vontade de peidar. Será que levarei uma multa por isso? Não lembro de ter lido nada dizendo que peidar em elevador é proibido).

...
Os dois se olham.

- Flanflanflanflanflanflanflanflanflanflanflanflanflanflanflan...
- Não moço, não estou sentindo nada.

(Falar que está sentindo um cheiro estranho, isso sim é falta de educação).

- Flanflanflanflanflanflanflan!!!!!!!!!!!!!
- Né moço? Tem muita gente sem noção que flatula em elevador, coisa feia né?

(Maldito, foi só um punzinho de nada. Ai que vergonha, meu Deus!).

Ela desceria no 25º, ele no 23º.

(Vai elevador! Vai elevador!).

Parou no 6º. O cheiro "estranho" permanecia. O homem a olhava com cara abismada.

(Nunca passei tanta vergonha na vida! Esse mala vai contar pro prédio todo!).

A porta abriu, entrou uma adolescente mascando chiclete e apertou o 24º. Fez cara feia e tapou o nariz.

- Flanflanflanflanflan? Disse a pirralha.
- Será que estou com o nariz entupido? Pois não sinto nadinha.
- Flanlanflanflanflanflaaaaaaaaaaaaaaaaaaaan. Disse o homem.
- Verdade moço, esse prédio deve estar com problema no sistema de esgoto.

(Ai!!! Que mico! Que mico! Vai elevador! Vai elevador!)

23º, finalmente o mala desceria.

- Flaflanflanflan...
- Ah... Boa noite pra você também, moço.

(Nunca mais peido em elevador na vida! Nunca mais!).

O cheiro continuava e pela cara que a menina a olhava, já havia descoberto a responsável.

24º.

(Vai piralha dos infernos, deeeeeeeeeesce!)

- Flanflaflanflan.
- É menina... Coitado, deve ter problema, ainda bem que ele já desceu. Boa noite!

O elevador fechou, segundos depois parou novamente, dessa vez no andar em que morava. Chegar ao 25º nunca tinha sido melhor antes. A primeira coisa que fez ao entrar em casa foi tomar um Luftal.

Postado por Tuka *

Leia antes de usar
Desde 15 de janeiro de 2002 uma jornalista nonsense escreve desembestada no blog que chama carinhosamente de sua Casa.

Aqui têm besteiras demais, coisas inúteis demais, enfim, tudo o que nem precisava ser dito, muito menos escrito.

Obviamente, qualquer semelhança com a realidade é única e exclusivamente uma opção da autora.

Assim como o direito de escrever
o que bem entender, claro!


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