Casa da Tuka
 

12 de ago de 2005

Republicando

Este texto aí abaixo foi originalmente publicado aqui na casa no dia 03 de abril de 2003 e foi dedicado ao Rodrigo, um querido que se foi muito antes do que deveria. Embora seja um texto extremamente triste, gosto muito dele, por isso o compartilho mais uma vez com vocês que já o conhecem e o apresento aos novos freqüentadores desta casa.

Morte...

Uma vez perdi uma pessoa a quem amava muito. Ela morreu... Me lembro que depois que passou aquela terrível dor da perda, a dor de ter que aceitar nunca mais ver a esta pessoa, comecei a descobrir que existia algo que poderia ser ainda pior. Na época eu achava que poderia ser pior... Percebi que a dor maior estava em coisas simples que faziam parte do meu dia a dia...

Quando eu ouvia uma música que a pessoa que se foi gostava muito, eu lembrava que dali para frente, eu não saberia mais qual seria sua opinião em relação às novas músicas que tocariam no rádio. Nem qual seria sua constatação sobre um texto que eu escrevi. Nem muito menos saberia sua reação diante de uma notícia na TV. As lembranças do que a pessoa representou ficaram congeladas em minha memória. Parou no tempo a imagem que ficou guardada em mim.

Agora eu iria ter que apenas imaginar o que ele teria me dito, o que ele teria feito, o que ele teria pensado... Mas ainda lembro da sua música preferida. E que ele gostava de ler o que eu escrevia. E lembro que ele votou no Lula em outra eleição. E ainda lembro que ele achava bonita uma blusa azul que eu tinha. Ainda lembro de tanta coisa que nunca vou esquecer... Lembro até que um dia preferi morrer também, só para não sentir a dor de perdê-lo.

A dor de agora já não machuca como antes. Não passou, só que agora já não machuca como antes... Então compreendi que o tempo não faz com que as coisas passem... O tempo apenas faz com que possamos compreender as coisas que ficam em nossas vidas - as coisas que nunca passam, por que fazem parte do que somos e do que seremos...

Me acostumei a sentir saudades, assim como me acostumei a não estranhar quando vejo algo e penso: "Nossa! Ele iria adorar saber disso". Me acostumei a pensar que sua presença será eterna a meu lado. Me acostumei a ouvir uma música e o imaginar sorrindo, acompanhando o ritmo dedilhando na mesa. Me acostumei a lembrar de seu rosto sem ter medo de esquecer seus traços. Já não temo esquecer sua voz, seu cheiro, seu olhar... Sei que isso não é possível, nem que eu quisesse seria possível - e eu não quero...

Agora sei que as lembranças que guardo comigo, são os maiores tesouros daquilo que um dia tive ao lado desta pessoa. Não machuca mais lembrar do seu sorriso pq sei que eu terei aquele sorriso toda vez que eu quiser. Basta que eu feche meus olhos e basta que eu seja eu - apenas isso...

Postado por Tuka *

Leia antes de usar
Desde 15 de janeiro de 2002 uma jornalista nonsense escreve desembestada no blog que chama carinhosamente de sua Casa.

Aqui têm besteiras demais, coisas inúteis demais, enfim, tudo o que nem precisava ser dito, muito menos escrito.

Obviamente, qualquer semelhança com a realidade é única e exclusivamente uma opção da autora.

Assim como o direito de escrever
o que bem entender, claro!


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