Casa da Tuka
 

28 de jun de 2006

Das coisas esquecidas pelos cantos

Hiperativa que sou, com falta de ter o que fazer tenho vontade de reorganizar minha coleção de livros, CDs e DVDs, de limpar a casa detalhadamente, de atazanar a vida dos meus dois pobres gatos e de arrumar meu armário abarrotado de coisas. É sempre assim, dá uma brechinha na minha vida corrida e lá estou fazendo planos do que irei arrumar em seguida.

Desta vez, estava eu organizando uns guardados quando me deparo com uns diários antiqüíssimos. Engraçado ver tantos problemas, apreensões e alegrias ali escritos como se retratassem a vida de outra pessoa, ou uma outra encarnação. Nomes que não me dizem mais nada, lugares por onde nunca mais passarei, situações que não reconheço. Incrivelmente na época em que passei várias dessas coisas para o papel, tudo girava em torno dessas pessoas, lugares e situações. Isso tudo já foi importante, já foi fundamental. Agora preciso fazer um esforço tremendo de memória para saber do que é ou de quem eu falava quando escrevi.

Tudo passa mesmo. Aquela máxima que diz para realmente nos importarmos com situações e pessoas que estarão em nossas vidas no prazo de pelo menos um ano, é bem verdadeira. Já me entristeci tanto com coisas que hoje não me inspiram a esboçar sequer um lamento. Já me doei tanto a pessoas que nem sei mais por onde andam. Já desperdicei emoções demais com coisas que não significam absolutamente nada hoje em dia.

Mas tudo faz parte do aprendizado, não é? Ninguém aprende só com teoria, é preciso colocar a mão na massa e dar a cara à tapa. Uma droga esse tipo de constatação, mas muito real. Que bom seria se no auge de meus 15 anos, quando eu achava a pior coisa do mundo tirar um C na prova de matemática, saber de tudo que sei agora. Que bom seria ter certeza que o amor da minha vida aos 17 anos se tornaria o bosta que é hoje. Que bom seria saber que a fulaninha que se dizia minha amiga se revelaria essa vagabunda sem escrúpulos. Que bom seria se há dez anos eu soubesse que eu fico muito mais linda de cabelos curtos.

Ai, ai... Preciso dar um fim nos meus diários. Ou isso ou transformá-los em livros. Boas histórias ali...

***
Estou de volta, pessoal! Agora voltem vocês...

***
PS: Aguardem novidades em breve.

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Postado por Tuka *
Comments:
e já senti a tua falta mulher. engraçado este teu post. outro dia estive a ler cartas antigas, n bem da adolescância mas de há 10 anos já e o sentimento é o mesmo: n de saber o que sei hoje mas da importância que certas pessoas e coisas tomaram e que agora já nem me lembro bem... beijos e volta logo com as novidades
 
Que hoje seja amanhã logo.
Bjos.
 
É engraçado msm né? Eu não tinha exatamente diários, escrevia em folhas soltas msm. Olha, meus rascunhos eu joguei fora, mas me arrependi terrivelmente... dai fiz o blog.
 
afff..e eu q lamentei por anos a perda desses diários vejo q hoje eu os teria jogado fora....viver o hoje é o q importa...

beijos, querida
 
Tuka, acho que todas nós já passamos por esse episódio de rever os diários.Infelizmente eu revi e achei melhor, por segurança pública(rs..),jogá-los todos fora.Mas me arrependi demais...gostaria de tê-los só mais uma vez pra lembrar como é que aconteceram determinadas situações que nem lembro mais direito.Deveria ter guardado certas páginas de momentos específicos..sei lá.É sempre muito bom ler seus textos!Bjs!!
 
Diarios e agendas antigas nao podem ser jogadas fora. Elas podem ate ocupar mt espaço na casa, mas no lixo jamais. Eh legal ver que os problemas se modificam e o que parecia ser o fim do mundo nao eh nd perto dos problemas de hj.
Bem vinda de volta a sua casa.
bjks
 
que bom que vc voltou, Tuka! :-)

eu tb tenho mil velharias guardadas, morro de pena de me desfazer de tanta coisa... Mas a melhor parte é reler coisinhas já há tanto tempo esquecidas, dá pra viajar no tempo...

bjos!!!
 
Já faz alguns anos que eu me desfiz de todos os meus diários...mas o que eu adorava fazer era ver a data de hoje e ler no meu diário o que eu tinha feito naquela mesma data só que anos atrás. Era o máximo!!!
 
Tenho a mesma sensação quando leio alguma agenda perdida dos anos 90. Ainda assim eu me divirto. Hehehe.
Beijos
 
Tuka, que bom que está de volta! Mas olha, não seria bom saber disso tudo nos tempos antigos não! Não teria vivido nadinha do que viveu... E se o carinha por quem suspirava é hoje um bosta, ele já te causou frios na espinha indizíveis! Apagar o passado ou sabê-lo seria talvez matar as emoções. E viver sem rir e chorar não tem graça nenhuma.
Beijo!
 
Que bom te ver de novo, Tuka! :-)

Sabe que eu também tenho uma gaveta cheia desses diários? Eles, por sua vez, estão cheios de uma letra quase infantil, escrita com caneta lilás, com a qual eu relatava aqueles fatos "importantíssimos", e que hoje já não querem dizer mais nada.
Servem, quando muito, para me levar às gargalhadas. Ou me matar de uma vergonha retroativa pelos micos cometidos há séculos... rs

Beijão!
 
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Desde 15 de janeiro de 2002 uma jornalista nonsense escreve desembestada no blog que chama carinhosamente de sua Casa.

Aqui têm besteiras demais, coisas inúteis demais, enfim, tudo o que nem precisava ser dito, muito menos escrito.

Obviamente, qualquer semelhança com a realidade é única e exclusivamente uma opção da autora.

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