
Ano passado meu inferno astral fez com que eu tivesse conjuntivite nos dois olhos, caísse na rua, torcesse o pé, ficasse doente e ainda aconteceram mais algumas coisas que agora não lembro. Neste ano tudo seguia normal, tranquilo e parecia que eu passaria ilesa. PA-RE-CIA. Tudo estava perfeitamente bem até que sem mais nem menos começo a ter insônia. Mas não uma insônia qualquer: A INSÔNIA. Daquelas de dormir duas horas e meia e ficar zanzando o resto da noite. Tentei de tudo: chá de camomila, leite quente, cafuné, remédios,
drólgas,
zégzo zelvagem, orações, disque amizade, Paulo Coelho... Nada funcionou.
Então, no momento que percebi que nada mais adiantava, comecei a realizar uma série de atividades em plena madrugada. Lavei louça, estendi roupas, assisti putaria na televisão, treinei a coreografia de
Footlose que passou no Corujão, fiz amizade na internet, organizei o armário da cozinha, dancei as músicas do New Kids On the Block de um especial da VH1 (arrasei), comecei a assistir novamente a série Six Feet Under, falei sozinha, mandei beijos para Barak Obama pela televisão, cantei para os gatos, passei trote... Tudo isso com muito cuidado para não acordar o San, claro.
Quando eu já estava pensando seriamente em arrumar um emprego de vigilante noturno, meu sono subitamente volta! Hoje, no meu último dia com 30 anos, acordei sem a cara de zumbi assassino que me acompanhou por dias e dias. Noite passada dormi, babei e acordei sorrindo. E o San me beijou e parecia orgulhoso e feliz por mim como se eu tivesse acabado de ganhar um concurso de soletrar, ou um pastel de pizza.
Há vinte anos se me perguntassem o que eu queria ganhar de presente de aniversário eu diria sem pestanejar: "Uma Barbie Face ou um pônei de verdade!". Hoje eu quero uma boa noite de sono.
Tukaaaaaaaaam! 31, hein? Ninguém diz, meninaaam! 31 com carinha de 30, gataaam!PS: A única desvantagem do retorno do meu sono é que Flashdance e Dirty Dancing estavam em minha programação coreográfica.