Casa da Tuka
 

7 de mar de 2006

I hate you so much rigth now / ou...

... No dia seguinte ninguém morreu

Quando termino de ler um livro me sinto meio aliviada e muitas vezes com saudades. Parece coisa de louco, mas vez em quando, desejaria que ainda não tivesse lido determinado livro só pra ter aquela sensação de êxtase que só a primeira é capaz. Aquela em que nos sentimos tolos diante de algum gênio que transforma coisas complicadas em simples, ou explica as banalidades que jamais conseguiríamos expressar, em palavras muito menos.

É por isso que ontem me senti meio boba quando terminei de ler As Intermitências da Morte, pois esperava muito. (Nota mental: lembrar de falar sobre o dia que encontrei no elevador uma mulher com este livro nas mãos toda metida por estar autografado – a odeio). Saramago é genial e esse título não serei eu a tirar. Só que Intermitências não deu pra engolir. Sinto Saramago, mas você sabe fazer melhor.

Claro que o livro não foi de todo mal. Me diverti com as possibilidades levantadas pelo autor do que seria um país em que a morte não mais matasse ninguém. Ri muito com o desespero da igreja, do governo e das indústrias da morte (funerárias e companhias de seguro) diante do fuá que tudo poderia se transformar com as pessoas vivendo eternamente. Gargalhei com a inveja que os países vizinhos sentiram pela sorte dos imortais. Sem morte não tem reino dos céus, nem medo de ir para o inferno, nem necessidade de seguir regras e não se enterra mais ninguém. O que seria então se ninguém mais morresse? Uma benção ou uma maldição?

Diante desse tema e com o que foi levantado logo no início do livro, fiquei feliz achando que seria mais um para a lista dos meus Top Ten Puta Livros (sim, tenho várias categorias), mas me dei mal.

A morte pode ser um assunto romântico até mesmo. Assim como pode ser cômico e também pode ser reflexivo. Mas a “morte” de Saramago não me pareceu nada além de uma sucessão de parágrafos desesperados para o final do livro. Para isso eu assistiria mais contente ao filme do Brad Pitt (Meet Joe Black – Encontro Marcado) que é praticamente sobre o mesmo imbróglio. Só que com a diferença de que de Brad só espero um rostinho bonito, já de Saramago... Mas chega, não colocarei “spoillers” aqui.

Claro que sei que vocês não são de se abalar por uma crítica negativa e me decepcionariam muito se o fizessem. Portanto recomendo que leiam e depois me contem o que acharam. Mas antes, se quiserem ler um livro do autor português que realmente valha a pena cada página, sugiro O Ensaio Sobre a Cegueira.

***
E sim, agora odeio um pouco esse português, pois ninguém pode construir uma paixão assim e depois dar uma rasteira em todas as expectativas criadas (Hum... Tá). Mas passa, eu sei.

***
Queria encontrar novamente a mulher do elevador e dizer que nem o autógrafo valeria para que eu abrisse o livro novamente - huahuahuahuahua... (Tuka, por que você é assim?).

***
O livro que estou lendo agora (tá ali no ladinho) já sei que jamais entrará no meu Top Ten Puta Livros. Mas ler umas amenidades de vez em quando é bom, né não?

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Postado por Tuka *
Comments:
tuka, vou começar então pelo ensaio sobre a cegueira, tá? confio na sua opinião. e sobre a morte... num gosto desse assunto naum. minha vida foi sempre muito marcada pela "expectativa da morte" (corrinha, sabe?)... aí, parece que fiquei meio travada. beijos e adorei tc com vc no msn!
 
A bem dizer, eu não gosto muito dele nao.... Na gosto de livros complexos demais.
 
Dotada de humor excelente e maravilhosa na arte de comentar qualquer assunto! Virei fã!
Beijos
 
Que é que vou dizer?

Simplesmente devoro livros. E particularmente também me decepcionei com este do Saramago.
Também sou muito fã da culturinha banal e inútil. Aham. Romances é o que não faltam na cabeceira da cama. Naquele estilão mesmo... a lá Sidney Sheldon, Danielle Steel e Janet Dailey....fazer o que?
Tenho uma mania muito nojenta também...a de não descansar enquanto não leio "os mais vendidos da lista da veja".
Graças ao bom Dan (Brown) que não sai da lista nunca, mantenho-me "atualizada" há semanas....rsrsrs
Quanto ao lay.... imagina....não precisa fazer....(sessão charminho)
Eu tô é toda boba!!!!
Beijo!
 
Bem, tentei ler o ensaio sobre a lucidez dele... mas não consegui terminar... daqueles livros que você começa a ler, esquece por dez dias, começa a ler de novo, num vai e vem sem fim. Desisti... acho que não é meu autor predileto mesmo. rsrsrs

Beijos para ti!
 
Eu ando tão relapso no quesito literatura...

Ah, vc é expert em cubos mágicos? Quem sabe tem a solução para resolver todos os lados da minha vida? :P
 
O Ensaio sobre a cegueira é realmente ótimo, este outro eu não li, mas geralmente quando vejo alguém dizer que não gosta de um livro, fico curiosa para ler.

Mas agora essa sensação de não querer que o livro tenha terminado, eu sinto, frequentemente!

Cheguei ao cumulo de ler uma página por dia pra "poupar" hahah

Beijos
 
nham... deu até vontade de ler...hihi
e a mulher do elavador hen...quem sabe um dia vc naum a encontra novamente..hauahuah

=*
 
Eu achei que fosse a unica a ter essa relacao estranha com os livros.
O ultimo do Saramago eu nao li. Sei la... nao me chamou atencao. Eu acho q qq livro depois do Ensaio sobre a cegueira vai me decepcionar.
Ai como eh bom "conversar" com pessoas cultas.
Boa semana!
bjs,
Mari
 
Alteradissimo beibe! Desculpa a demora!
 
Obrigaaaaaaaaada Tuka!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

*Sobre o livro, fiquei curiosa. Agora estou voltando a ler alguma coisa, pois meu filho simplesmente não deixava...
 
Oi Tuka!
Obrigado pela visita lá no Cafofo!
Estou frustrada!!! Eu comecei a ler esse livro lá na livraria, e não pude comprá-lo... É duro ser pobre!!!! Buááááá!
Bjs

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Desde 15 de janeiro de 2002 uma jornalista nonsense escreve desembestada no blog que chama carinhosamente de sua Casa.

Aqui têm besteiras demais, coisas inúteis demais, enfim, tudo o que nem precisava ser dito, muito menos escrito.

Obviamente, qualquer semelhança com a realidade é única e exclusivamente uma opção da autora.

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