Casa da Tuka
 

15 de jan. de 2008

Seis anos!

Hoje a Casa completa seis anos. No tempo em que passei escrevendo tanta inutilidade coisa legal aqui neste espaço, eu poderia ter tido um filho, financiado uma casa de verdade ou treinado para correr a São Silvestre. Em seis anos o piá já estaria andando por todo canto, a casa estaria quase quitada e eu seria uma mega-bláster-queniana - mas ao invés disso tudo eu fiz um blog. Vejam que em determinados momentos nossas escolhas são realmente certeiras, néaaam? Sim, eu sei que sou inteligente, pacas, genteem.

Mas é isso, leitores, dêem os parabéns a Casa da Tuka e a vocês mesmos, pois em seis anos vocês poderiam ter lido toda a obra de Machado de Assis, Clarice Lispector ou Graciliano Ramos - mas ao invés disso vocês escolheram ler a Casa. Hohohohoho!

Ps: Genteeem, vocês vêm aqui há seis anoooooooos!

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10 de jan. de 2008

Geléia Geral - edição pré-balzaca

As calçadas da Avenida Paulista estão passando por restauração faz um tempo. Está uma droga andar por lá, uma gentarada doida com pressa se estabacando em todos ao redor – coisa linda de se ver. Domingo iniciaram um novo trecho de obras, então informaram na televisão, jornal impresso, rádio, correio elegante, megafone, repentista, ou seja, em tudo quanto foi meio de comunicação ou quase isso. Acontece que aparentemente os jornais matutinos estão sem muitas opções de links ao vivo e adivinha onde é que eles resolvem ir filmar todo santo dia? Na fucking Avenida Paulista, claro. Para falar sobre o trânsito, sobre as tais obras e flanflanflan. Até aí tudo bem, eu sou jornalista e super a favor da informação, da liberdade de imprensa e de expressão. Mas adivinha onde os fuckings helicópteros ficam sobrevoando todo santo dia a partir das 5h30 da matina? O meu prédio, claro! Daí não me resta mais nada a não ser levantar e começar o dia torcendo para que os helicópteros caiam para ver se assim rende uma matéria de verdade beeem feliz.
***

Farei 30 anos dia 24 de janeiro, daqui duas semanas. Estou chameguenta e manhosa por que posso ficar chameguenta e manhosa – poxa, todo mundo compreende que fazer 30 anos é algo realmente traumático. Como consolo, as pessoas que gostam de mim afirmam que estou lindonaam e gostosentam, melhor que muita garotinha de 15, dizem – mas meus amigos são os melhores e grandes mentirosos. Já as pessoas que não gostam, dizem que estou bem para trinta anos – eu, honestamente não sei bem o que querem dizer com isso. Será que é pré suposto que uma mulher de trinta anos deva estar horrorosa e pelancuda? Ou será que eu é que não estou tão horrorosa e pelancuda quando elas gostariam que eu estivesse ao completar trinta anos? Nunca saberei. O que sei é que três décadas passam num estalar de dedos.

***

Eu sei que a Casa anda meio abandonada, mas é culpa é do meu aniversário de 30 anos (legal isso de poder culpar os 30 anos por tudo, genteem!). Sério, devo estar num momento crise existencial e essas ladainhas, pois sequer escrever por aqui tenho conseguido. Isso passa né? Passa sim. Enquanto isso, os leitores que ainda não me abandonaram – Ai, Tukaaaam, vai começar com chantageeem? - podem vir aqui e deixar mensagens fofinhas e de incentivo a uma blogueira meio deprimida? Como prova de minha consideração prometo me esforçar para ser um cêrumano mais amável, bem humorado e menos irônico com todos. Até parece que a gente acredita nisso, Tukaaam!

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16 de mai. de 2007

Minha parte pode ser em dinheiro?

Tem uns doidos por aí (umas quatro ou cinco pessoas) que me deram esse tal award de Blog que faz pensar. Olha, eu acho chique, viu? Verdade. E acho tão chique que agradeço, mas farei como aqueles que um dia ganharam o Oscar e recusaram o prêmio. Porque mais chique do que ganhar é recusar. Affe, e eu adoro ser chique. Ah, Tukaaam, vatecatáaaaam!

Tá, a verdade é que só não vou colar o tal selinho aqui pra “me aparecer” porque acho que essa Casa já está virando uma tenda cigana de tanto badulaque. E como recusar award é coisa de gente do nível de Marlon Brando e eu tenho que manter a minha fama de má, recuso o award.

Mas no bem da verdade meeeeeeesmo, eu bem que concordo com todos os que acham que a Casa é um blog que faz pensar. Pois por diversas vezes durante o dia eu fico pensando porque raios eu não arrumo coisa melhor pra fazer do que ficar perdendo tempo aqui com esse treco. Aiim, Tukaam, porque você é assim?

O certo agora seria listar uns blogs que suscitam o funcionamento dos meus neurônios. Mas eu iria ficar extremamente decepcionada caso seus autores aceitassem o prêmio, portanto não vou passar nada pra ninguém não. Não é todo mundo que sabe ser chique, como eu, genteeem. Ai credo, Tukaam. Você devia se envergonhar!

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18 de jan. de 2007

Top top

Só porque não é todo dia que acontece da Casa ser citada num blog como o Pensar Enlouquece, vou participar de uma outra bosta de corrente, mas só mesmo porque foi o Inagaki que pediu. Vocês sabem o quanto acho esse treco chato.

Eis meus top cinco objetivos para 2007:

- Arrumar um emprego legal, que pague bem, que tenha gente bacana e com “resistro” na carteira – ok, já me contento em arrumar um emprego legal;

- Emagrecer a ponto de me enxergar no espelho novamente com uma forma humana;

- Guardar dinheiro e não gastar comendo fora, comprando sapatos e roupas;

- Fazer mais maratonas sexuais com meu marido, assim economizamos não saindo pra comer fora, nem passeando no shopping para gastar com sapatos e roupas;

- Parar de querer matar as pessoas na rua quando estou com pressa e tem sempre uma lesma andando em minha frente – isso vai ser difícil;

- Mais uma de lambuja: não participar de mais nenhuma corrente;

***

Pronto, agora passo a bola para outros cinco:

***
Caso não atendam à minha solicitação vou rogar-lhes uma praga.

(Uiaaaaaaaaaam!)

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15 de jan. de 2007

Cinco anos de Casa da Tuka

Cinco anos de Casa da Tuka e muita coisa ainda parece que foi ontem. Lembro de me ver meio sem rumo logo após minha formatura na faculdade e cair sem querer em um site de blogs. Eu não tinha a menor idéia do que se tratava e comecei a vasculhar. Cinco minutos depois era criada esta Casa.

Eu não imaginava que a brincadeira se tornaria algo tão bacana em minha vida: grandes amigos, ótimas conversas, trabalho, gargalhadas. Com quase 4000 comentários, foram muitas opiniões a favor e inúmeras contra o que escrevi, muitos se disseram fãs e muitos me acharam uma completa idiota e me xingaram. Vários e-mails chegaram a mim questionando posts ou perguntando sobre minha vida pessoal – muita curiosidade em volta de uma mulher que parece tão próxima, mas que reside apenas em algum lugar atrás da tela do computador de cada um.

Todo meu mau humor e paixão expostos em texto após texto. Já se foram cinco anos. Eu não sei se isso aqui dura ainda mais cinco, mas enquanto durar, esta Casa será o que sou – o melhor e o pior de mim em pílulas diárias.

Obrigada pela companhia, pessoas.

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19 de out. de 2006

Geléia geral

Estão vendo esta camerazinha? Ela está ali na coluna da direita faz um tempão. Estava ali, coitadinha, de boba - não servia pra nada. Mas agora ela funciona. Podem clicar lá e conferir. Não é um fotolog totally ego descontrol, mas nem por isso vocês estarão livres de ver a minha carranca.

Até o momento existem oito álbuns separados por categorias e pretendo abastecê-los com fotos novas sempre que possível. Então, por mais que com o passar do tempo pareça que tudo continua igual, o número de fotos de cada um deles sempre aumentará. Podem botar reparo. Vão dar uma olhada e voltem aqui pra dizer o que acharam, certo?

***

Então que Raquel Pacheco (vulga Bruna Surfistinha) vai lançar mais um livro: "O Que Aprendi Com Bruna Surfistinha - Lições de uma vida nada fácil" (Panda Books/R$ 27,90 /272 págs). Segundo a matéria da Folha Online o livro abordará suas experiências sexuais com famosos, como um apresentador de TV, um galã e um jogador de futebol. Mas a ex-prostituta vai evitar nomear os ex-clientes, com medo de ser processada.

Pois é, agora que ela achou mais fácil ser escritora do que puta, ganho uma concorrente de peso – hahahahaha. E detalhe: o livro dela é mais caro que o meu.


***

Hoje só se falou na tal bomba que a Revista Veja está preparando para a edição deste domingo. Algo que irá acabar de uma vez por todas com a reeleição de Lula. Dizem à meia boca também, que tudo não passará de uma grande armação. Mas eu não sei de nada, portanto aguardemos cenas do próximo capítulo.

Eu abomino essa parcialidade descarada dos meios de comunicação em prol da eleição de Geraldo Alckmin. Eu simplesmente desprezo esse desespero em manipular a opinião pública como se todos fossem incapazes de tomar decisões sensatas sem serem doutrinados pelo que assistem ou lêem.

Em contrapartida tenho pena de quem se deixa envolver por joguetes, principalmente dos de época de eleição. Eu não sou PT, eu não sou PSD e nem sou PFL. Eu não sou porra nenhuma! Toda vida concordei com Montesquieu e com Lord Acton. E se você ainda não sabe quem são eles, procure saber. Antes que seja tarde e você saia por aí repetindo aos quatro cantos todas as “verdades absolutas” que vê na mídia.

Segredinho de bastidores: A mídia ri da sua cara.

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11 de out. de 2006

Do pretérito imperfeito ao futuro do presente

Quando eu comecei este blog há quase cinco anos, definitivamente eu não era a mesma pessoa que sou hoje. Eu era recém formada e achava que o diploma bastava para que eu pudesse escrever de forma decente, da maneira que supostamente espera-se que um jornalista tenha que escrever. Achava que era capaz de coisas que só a ingenuidade nos faz pensar que somos capazes, como, por exemplo, tocar um jornal sozinha e de ser impassível aos olhos de pessoas que torciam todos os dias por um erro, qualquer que fosse.

E eu errei, errei bastante. Mas humildemente ouvi tudo o que de válido me disseram para que eu aprendesse e desaforadamente ignorei e dei de ombros a todos os que simplesmente me apontaram como uma menina tola, aquela que não sabia nada do mundo que queria mudar. Acontece que eu era mesmo uma menina tola, mas não era apenas isso.

Eu não sabia escrever tão bem como achava que escrevia e nem tão bem como deveria – meus textos jornalísticos eram apenas meia-boca e os desta Casa eram verdadeiramente medíocres. Eu não tinha idéia que o ato de escrever era muito além do que fazê-lo com frases livres de erros de português. Eu era uma sonhadora tentando encontrar respostas impossíveis. Eu ainda não sabia o quanto as pessoas podiam ser cruéis. Eu venerava coisas que hoje sequer lembro que gostava. Eu facilmente trocava os pés pelas mãos e bagunçava minha vida. Eu tinha o amor próprio de um homem bomba. Eu era imatura e inocente em quase tudo. Eu não sabia bem o que queria da vida.

As coisas que escrevi naquele início variaram de matérias sobre traficantes de drogas (recebendo ameaças depois), politicagem (me tornando persona non grata do prefeito medíocre de uma cidade pequena e também a queridinha do então governador Geraldão), socialites (respirando fundo para não ter ânsia de vômito com tanta futilidade), cinema (me entregando com alma a arte que tanto amo), entrevistas com músicos (inocentemente permitindo que um deles se apaixonasse), ideologistas (me deixando encantar um pouco por causas inalcançáveis), médicos (admirando loucamente uma grande profissional), bandidos (me controlando para não socar as pessoas que seqüestraram uma grande amiga), pedófilos (incrédula diante da maldade alheia), policiais (me divertindo com a seriedade forçada daqueles que tremiam diante do meu gravador ligado)...

Foram muitas coisas, muitos momentos, muitas caras feias para a menina que não tinha receio de perguntar qualquer coisa que fosse, muitos olhares e cochichos disfarçados em vão quando eu chegava ao local de alguma matéria. Afinal quem eu pensava que era? Como era possível que eu não abaixasse a cabeça para aquelas pessoas que sempre mandaram na cidade? Como é que eu não me impressionava diante da caridade hipócrita de alguns com o real intuito de se autopromover? Como aquela menina podia ser tão petulante? Eu era sim uma menina tola. Mas tola por nunca ter tido medo de dar a cara à tapa e nem de enfrentar princípios questionáveis apenas porque estavam estabelecidos por meia dúzia de pessoas que se achavam acima de qualquer coisa.

Já no campo restrito desta Casa, eu era alguém que achava que sabia muito de muita coisa. O motivo nem sei ao certo, mas eu pensava que podia escrever e bem a respeito de qualquer coisa referente à vida. Mentira. Eu sabia pouco de pouca coisa. Não sabia sequer muito bem nem a respeito de mim mesma. Mas foi assim, pensado ser capaz de colocar qualquer coisa no papel, que aos poucos fui me dando conta de que para escrever bem é preciso amor, é preciso colocar o coração na ponta dos dedos e ter bagagem de vida. Não bastam relatos de terceiros, para escrever é necessário estar um pouco em cada uma das histórias - é preciso se identificar com as situações, é preciso saber se colocar no lugar de quem inspira seus escritos. Escrever sobre a vida, sobre coisas comuns a qualquer ser humano é realmente uma reverência aos dias que passam. É uma homenagem a tudo o que já vivemos e a tudo o que nos fez crescer, amadurecer e às coisas que nos tornaram melhores do que um dia fomos. E esta minha paixão, a de escrever sobre coisas “banais”, me permitiu saber muito mais sobre mim mesma.

Alguns anos depois eu ainda não acho que aprendi a escrever bem, mas acho que melhorei alguma coisa. Vez em quando ainda cismo em questionamentos sem sentido, mas nada fica ecoando em minha cabeça mais do que alguns minutos. Me dei conta de que nem todo mundo vale a pena, seleciono melhor meus amigos e contatos, mas sei que nem por isso estou livre de me estrepar. Meu amor próprio ainda oscila: varia de “putaqueopariu-como-sou-linda-e-inteligente” à “ô-inferno-hoje-tô-uma-merda”, mas aprendi que nem todo dia estarei me sentindo tão feliz. Amadureci em quase tudo, menos no que eu ainda não tenho idéia de que seja preciso - eis aí o tudo que ainda não sei que agora não ouso dizer que sei. Portanto espero.

Aprendi enfim que eu não preciso peitar o mundo, mas também não tenho que me submeter a nada do que acho que não está certo. E, sobretudo aprendi que nunca saberei demais a respeito de nada, apenas o suficiente – e isso me fez aceitar as coisas que não posso mudar. Escrever pra mim é algo como respirar e então escrevo, escrevo, escrevo, sem cansar. Quem sabe um dia eu possa de uma vez por todas abrir a boca e dizer com todas as sílabas: escrever é a única coisa que sei fazer e faço muitíssimo bem.

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21 de set. de 2006

Olhaaaaaaaaaaaaaaa!

(o título é para ser lido exatamente como faz o Gluglu do Pânico, sabem?)

Dia desses aconteceu este encontro, de uma forma ou outra bem inusitado, desta turma de bloggers e ex-bloggers. Quando esse treco virou modinha, já estávamos os cinco escrevendo e lendo as bobagens uns dos outros.

Nerds absolutos que fomos, e, ainda somos um tanto, nos conhecemos em uma das festas bloggers que eram organizadas aqui em São Paulo. Nelas é que finalmente colocávamos um rosto a todos os posts lidos e todas as conversas no MSN.

Daqueles tempos sobraram bons amigos e muitas histórias. Dos que estão na foto da esquerda para a direita: Estevam, senhor meu marido do finado blog "Sobre o Nada". Depois vem esta que vos escreve nestes incansáveis quase cinco anos. Em seguida está dona Carla que antes escrevia o "Não é assim um Mustang" e agora o "Aparentemente é isso mesmo". Aí vem Marco Banheiro do extinto "Para ler no banheiro". E por último, mas não menos importante, mister Dan Zero do eterno "Tantufaz".

Este post é só mesmo pra dizer que não resisti a tentação de publicar esta foto aqui na Casa. E para provar que não somos tão nerds assim, a gente até sai de casa, estão vendo?

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11 de set. de 2006

Six

Esta moça me incluiu nesse treco chato de corrente em que tenho que falar seis coisas a meu respeito – qualquer bobagem que dê na telha. O fato de eu odiar correntes poderia ser uma, mas como amo a mala que me incumbiu desta tarefa e também fui ameaçada a ter séculos de azar, vou fazer. Raios! Ainda tenho que indicar outras seis pessoas, mas seis é coisa demais, né? Então três vai ter que servir: Brasileira, Cami e Dani – a bola está com vocês.

Lá vai

1 – As vezes eu tenho idéias para textos no meio das coisas mais absurdas: fila do banco, sala de espera de médico, feira, salto de bungee jumping, etc... Anoto e quando chego em casa colo o papelzinho no computador, daí o texto sai. Como nem sempre lembro da caneta, já cheguei a ligar para amigos para que anotassem uma frase que de jeito nenhum eu poderia esquecer. Nem meus amigos escapam do meu processo de criação, tadinhos;

2 – Detesto que pessoas com as quais não tenho intimidade me façam perguntas muito pessoais. Ou quando a pessoa questionadora nunca dá abertura para que façam a mesma coisa com ela. Isso de “me diga tudo a seu respeito enquanto não falo nada de mim”, comigo não cola. Ou é uma troca, ou morra de curiosidade porque não vou falar nada do que eu não queira;

3 – Adoro séries policiais. Minhas últimas descobertas foram Criminal Minds e Justiça Contra o Crime;

4 – Só dirijo descalça ou de All Star. E troco freneticamente de estação de rádio, faço cara feia para todas as músicas que tocam, canto assim mesmo, danço, olho a maquiagem, reparo no motoqueiro maldito que quase leva meu retrovisor, dou passagem para quem pede e sempre dou seta;

5 – Gosto de tecnologias supérfluas como câmera digital, ipod, palm, celular, e rádio do carro com entrada para mp3 player. Eu tenho tudo isso e até sei que viveria bem se não tivesse, mas não quero. Eu baixo músicas, clipes, filmes, passo dados por bluetooth ou infra-vermelho, eu edito e reedito imagens e sons e adoro um manual. O bom é que em tudo o que eu não entendo ou não tenho saco, meu marido me assessora. Tem gente que nos chama de casal hightech;

6 – Ligo pra minha irmã e começo a falar como se já estivéssemos no meio de uma conversa. O pior é que a louca entende. Também, do nada digo tchau e desligo, ela faz o mesmo. Não canso de ver as caras de espanto das pessoas quando presenciam tais ligações, é engraçado.

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4 de set. de 2006

Selinho de sucesso

Uma campanha Casa da Tuka contra o plágio!Pessoas, desde que eu coloquei o selinho anti-plágio hoje de manhã ali do lado direito, algumas pessoas já escreveram pedindo. Fiquei muito feliz. Óbvio que eu posso enviar, vou achar o máximo que todos se engajem nessa campanha contra vampiros de idéias.

Façam assim: quem estiver interessado em colocar o selo no blog, deixe um comentário pedindo com o e-mail para o qual posso mandar que envio o código em seguida. Certo?

Vamos todos dizer deixar bem claro que não toleramos esse tipo de atitude. Que o que contém em nossos sites e blogs são nossos e por mais que nos sintamos lisonjeados com a identificação das pessoas com o que escrevemos, isso não dá a ninguém o direito de nos roubarem.

E tenho dito!

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Ainda sobre o mesmo assunto

Ainda sobre o assunto plágio, coincidentemente uma das minhas blogueiras preferidas, também sofreu este revés e também comentou a respeito em seu blog exatamente no dia 31 de agosto. E como ela não é qualquer uma e sim Rosana Hermann, foi capaz de elaborar a melhor tradução da sensação de ver seu trabalho surrupiado – isso ela postou no Blônicas em 24 de julho (que catzo nenhum dos blogs possuírem permalink). Me dei a liberdade de postar aqui pra vocês COM O DEVIDO CRÉDITO.

Plágio: o que será que será?

De Rosana Hermann

Há dois dias o circo da minha vida foi coberto pela lona furada do plágio. Recebi um email de um leitor do blog que escrevo há seis anos, o Querido Leitor, surpreso com o fato de ter encontrado dois recentes posts meus numa coluna do jornal impresso que ele assina em Florianópolis. Fui verificar e, bingo! Lá estavam meus dois filhotinhos seqüestrados de nossa casa limpinha, presos num quartinho sujo de um cativeiro escuso. Foi só puxar o fiozinho e detonar a descoberta de uma sistemática de mais de um ano e meio, uma centena de posts que criei, escrevi e publiquei, copiados, colados e assinados como se fossem de autoria de uma figura folclórica de Floripa, segundo relatos de moradores locais.

Depois de surtar em todas as direções e sentidos, entrar e sair da depressão, sobrevivi aos ataques de dor e ira e mergulhei no mundo da reflexão e discussão com os amigos. O plágio é repugnante, desprezível e inaceitável, mas há incontáveis nuances que envolvem o sempre complexo comportamento humano. Meu interesse era o de entender não apenas 'como' ou 'por quê' uma pessoa plagia a outra, mas principalmente o quê a pessoa sente antes, durante e depois de plagiar. E, mais além, qual o processo que faz com que ela repita o ato durante tanto tempo.

O ponto em que todos concordamos é que o plagiador só copia aquilo que ele admira, que gosta, que quer para si. Algo que lhe beneficia de alguma forma, que lhe renderá algum proveito. Plagiar é roubar e ninguém rouba coisas sem valor, a não ser que seja por cleptomania. E mesmo no caso da cleptomania, aquele objeto tem algum valor para ela, ainda que muito subjetivo e inconsciente. O plagiador, antes de mais nada, é um admirador. O que não diminuiu seu grau de periculosidade considerando-se que assim como Chapman, muitos assassinos de celebridades eram fãs desses mesmos ídolos. O problema portanto é de caráter.

A ocasião também faz o ladrão no caso do plagiador. O texto disponível e aberto, a facilidade de sombrear e copiar, são agentes facilitadores da realização do ato em si, o de roubar. A pessoa lê, gosta, deseja e apropria-se do post. Esta é a parte do Ctrl+C. Vamos agora ao outro passo, a hora de colar o texto em outro lugar, o Ctrl+V.

O plagiador cola o texto em algum lugar que é seu para obter alguma vantagem. No caso de um trabalho pago, como do colunista, as primeiras vantagens são óbvias, como a economia de tempo e esforço. Muitas vezes escrevo posts por impulso, como quem senta ao piano e toca o 'bife'. Em outras ocasiões passo horas pesquisando até elaborar um post completo, com informações precisas, links ativos e figuras que ilustrem o texto. Todo este tempo, esforço e trabalho são poupados ao plagiador que já leva tudo pronto. Uma segunda intenção mais sutil é a de conseguir prestígio. Posts com conteúdos mais profundos, observações intelectuais, criações humorísticas inéditas, informações de bastidores, sejam elas de gosto duvidoso ou não, sempre agregam um toque de originalidade e sortimento à coluna do plagiador. O resultado, no meu caso, era evidente. O próprio colunista publicava elogios a si mesmo. Mas tudo isso é uma questão racional.

A questão mais profunda é...o que o plagiador sente, antes, durante e depois do plágio? O que acontece no plano emocional? Como se sente o plagiador ao receber um elogio por um texto que não é seu? Como ele lida com o medo de ser descoberto e desmascarado? Como ele age depois que isso acontece? Qual a relação de prazer e pavor que ele sente com a pessoa que ele copia?

Não posso responder por ele, mas recebi um email de uma pessoa que plagiou outro post, que passou por dois estágios que todos os culpados passam: a alegação de que fez mas não o fez por mal (o que é verdade neste caso, o plagiador não quis me prejudicar, quis apenas beneficiar-se) e a afirmação de que não é o único a fazê-lo, o famoso 'todo mundo faz'. A primeira alegação, a de não fazer por mal, é básica. Juridicamente é a alegação de que não houve o 'dolo'. A segunda, de caráter mais psíquico, é a de que não está sozinho, não é o único, ou seja, é uma tentativa de dizer que sendo algo 'comum', é também algo 'normal'. Compreendo mas não concordo. Normal não é.

Encerrando este longo texto, acredito que o plágio seja uma espécie de transformismo intelectual patológico. Um desejo de ser o outro, de estar dentro da pele do outro, um jeito Norman Bates de ser. Uma mistura de preguiça com admiração, atestado de incompetência do plagiador misturado com uma punição ao plagiado. Em última instância, o plágio é a vingança do incapaz, um tiro que, mais dia menos dia, acaba saindo pela culatra.

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1 de set. de 2006

O Barraco da Tuka A Casa da Tuka informa

(E não, você não vai entender nada se não ler o post de ontem)

Sim, ela se desculpou comigo. De um jeito que confesso, fui surpreendida. Muitos, como ela mesma disse, na mesma situação simplesmente me bloqueariam no Messenger e deletariam o blog em seguida (ela apagou o blog depois).

Nos falamos por telefone, me pediu desculpas e admitiu o erro, isso é raro em um ser humano, ainda mais em uma pessoa tão jovem quanto ela que, como todos os jovens, poderia achar simplesmente que é a dona da verdade sempre. Mas não.

Fui magoada, me senti roubada e traída e fiz aquilo que qualquer pessoa que valoriza e confia no seu trabalho faria: o defendi com unhas e dentes, sim! Afinal de contas, não é só porque eu me vejo em determinada música, livro, poesia ou crônica que isso me dá o direito de fazer de conta que é de minha autoria. Separemos bem o verbo admirar do verbo usurpar.

Se identifica? Gostou tanto de algo que eu escrevi que quer copiar pra você? Fico lisonjeada, de coração. Mas tenha bom senso, humildade e decência e coloque o nome do autor. É Justo. Agora respondendo ao comentário da Dinha no post abaixo que disse entre outras coisas “Ao meu ver, vc deveria saber q tds os textos,versos, poemas e outros do gênero, estão livres p/ serem copiados”. Concordo! Eu vivo copiando aqui textos de escritores e escritoras que admiro, mas não fantasio que são meus. Isso é abominável. Ninguém tem esse direito. Fingir ser o que não é, fazer com que as pessoas o admirem as custas dos méritos de outros... Mas se você acha isso realmente, gostaria de saber quantos textos em seus blog são realmente seus. E quanto ao fato de eu não ter agido com razão – bem, eu não me apropriei indevidamente de nada, cara. E você acertou de novo: este espaço é meu e falo o que bem entender.

Eu e a Bruna já conversamos, e sim, ela sabe que a mancada foi grande. Nem por isso creio que ela não seja digna de recuperar minha confiança, pois o que mais me machucou foi exatamente o fato de uma pessoa que eu gosto tanto ter feito uma coisa dessas, não foi um estranho, não foi um qualquer. Ela me conhece e sabe que esse limite jamais poderia ter sido ultrapassado. E sabe tanto que falou que tinha certeza que cedo ou tarde eu acabaria descobrindo - e sempre se culpava por estar fazendo tal coisa. Mas era tarde demais para desfazer a imagem que tinha construído com seus leitores e namorado. Afinal, eles acreditaram que os textos fossem dela.

Eu não sou intransigente a ponto de não ter feito um grande esforço para tentar entendê-la. O Fiz. Não sou uma pessoa má, não sou uma pessoa que não tolera erros, não sou uma pessoa que não perdoa. E sou assim, por mais absurdo que isso possa parecer, já que através de minhas palavras vivo dizendo o que penso doa a quem doer. Mas também vivo tirando sarro de mim mesma e dando minha própria cara a tapa, sem medo. Publico comentários irados de anônimos e pessoas como a Dinha (que tem minha admiração por dizer o que pensa sem se esconder) e respondo – na maioria das vezes nos tornamos amigos, percebendo e respeitando os nossos diferentes pontos de vista. Pois isso aqui é um blog, levado a sério por esta que o escreve, mas que não tem pretensões de decretar verdades absolutas e incontestáveis, apenas idéias, irônicas ou não, da forma que vê o mundo e as pessoas.

E Bruna, não vou apagar o post abaixo agora - apesar de não me ter pedido isso. Mas o farei um dia sim, quando me sentir a vontade para tal coisa.

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31 de ago. de 2006

Plágio, fraude e cara de pau

Eu fico tão "feliz" quando acho por aí textos meus sendo postados por outras pessoas como sendo delas. Que coisa feia né? Mais feia ainda quando se descobre que essa pessoa é leitora assídua desta Casa – me lê pra poder se apropriar do que eu escrevo? O que acontece com esse tipo de pessoa? Querem mostrar aos outros uma inteligência ou capacidade que não possuem? Querem impressionar os outros fingindo ser o que não são? Não se sentem constrangidas de fingirem terem vivido coisas que pertencem a outras? O que acontece??????

Bruna Mendes... A mesma com quem converso há anos, a quem ofereci minha casa para se hospedar em São Paulo, a mesma pessoa de quem eu sempre gostei tanto. Que coisa feia, achava que você era outro tipo de pessoa, sério. Mas você mexeu com a pessoa errada, cara. Eis o blog da “escritora”: http://trocando-olhares.blogspot.com/.

O mais engraçado foi o que li no blog (http://diarioazul.blogspot.com/ ) do namorado dela (pelo que pude perceber tudo isso foi apenas para impressionar este moço) falando sobre o blog da fulana:

“Trocando Olhares - É o blog do meu amor. Bruna escreve muitíssimo bem, tem sensibilidade e - o melhor e mais raro - encontrou uma voz própria. Seus textos, além de graciosos e divertidos, são inconfundíveis”.

Vou aceitar como um elogio, tá?

DEZOITO TEXTOS MEUS ESTÃO LÁ E MAIS VÁRIOS DE OUTRAS PESSOAS, POIS TENHO CERTEZA QUE ELA NÃO ESCREVEU TUDO AQUILO, A NÃO SER OS EVIDENTES.

Vamos aos plágios dos meus escritos que encontrei no blog dessa moça:

- O texto “Antes e Depois” que publiquei em 16 de dezembro de 2004 foi roubado e postado por ela no dia Em 30 de junho de 2006 - com praticamente as mesmas imagens;

- O “Vai indo” que publiquei em 09 de agosto de 2005, foi roubado e postado no dia 23 de junho de 2006;

- Em 16 de janeiro de 2005 publiquei um texto sem título que foi selecionado até para uma antologia, a bonita o roubou e publicou com o nome “Sofia” – outra bizarrice: li um de seus posts em que dizia que tinha uma outra "personalidade" chamada Sofia e que publicaria algumas coisas em breve – estranhamente eu uso o heterônimo Alice para alguns textos;

- O texto sem título que escrevi e publiquei no dia 29 de setembro de 2004, ela roubou e postou como “Sofia II” no dia 10 de junho de 2006;

- O “A Tuka fica feliz quando” do dia 01 de novembro de 2002 (apenas alterado para “A Bruna fica feliz quando” – affe Gezuiz) ela publicou mudando os links em questão no dia 07 de junho de 2006;

O meu “Você” publicado em 12 de novembro de 2004 em homenagem ao meu marido (assim como vários outros textos) – ela postou em 06 de junho de 2006;

- “Verônika” (com citações de trecho do livro de mesmo nome de Paulo Coelho como a imagem do post mostra) que publiquei em 20 de outubro de 2004, ela roubou e postou em 05 de julho de 2006;

- Outro texto sem título que publiquei aqui no dia 04 de novembro de 2004 (que estranhamente essa mesma pessoa certa vez já havia pedido autorização para usá-lo com os devidos créditos em seu fotolog), está no blog dela no dia 25 de julho de 2006;

- O meu “Mudanças” que publiquei em janeiro de 2006 está lá no blog dela no dia 24 de julho de 2006;

- O “Tantas” que publiquei em 25 de setembro de 2005, está postado por ela em 14 de julho de 2006;

O meu “Léo e Bia” (título alusão a música de Oswaldo Montenegro) publicado em 27 de outubro de 2005, ela surrupiou e postou em 12 de junho de 2006;

- O “Tudo que não deveria” que publiquei em 15 de setembro de 2005, ela postou em 07 de julho de 2006;

O Meu “O acaso vai me proteger enquanto eu andar distraído..." (título em alusão a música dos Titãs) de 09 de janeiro de 2005, ela fez mudanças porcas e publicou em 08 de julho de 2004;

- “Pra você, meu amor” publicado em 24 de abril de 2003, ela tranformou em “Um ano de muitos que ainda virão” em 04 de julho de 2006;

O meu “Who are you? Who? Who? Who? Who?” (Título em alusão ao refrão da Música "Who Are You" do The Who que é abertura da série CSI) do dia 30 de agosto de 2005, foi roubado e publicado em 25 de agosto de 2006 por ela;

- O “Se só me restasse um dia de vida" do 16 de novembro de 2002, foi roubado e postado por ela em 18 de agosto de 2006 – ironicamente ela troca algumas coisas e na frase em que falo que brincaria com meus cachorros Nico, Tony e minha Gata Kika, ela diz: “brincaria com a Layla e com a Tuka”;

- O meu "Há canções e há momentos" de 28 de abril de 2003, foi plagiado como “Sofia I” em 14 de agosto de 2006.

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16 de ago. de 2006

Home sweet home...

Pela primeira vez na vida tenho um layout profissional. Feito por uma designER e um webmaster de verdade. Não está lindo?

Obrigada aos dois profissionais talentosíssimos, Lin Diniz e Fernando Boniotti e pela paciência absurda que tiveram comigo e com minhas constantes mudanças de como deveria ficar tudo isso aqui. Eu gostei muito mesmo. Acho que ficou com a minha cara - um mix de moleca e mulher fatal.

Daqui a pouco, além do blog, terão mais umas coisinhas para quem gosta de frequentar esta humilde Casa. Existirão outros links, coisas que o Fê está se encarregando de fazer. Dá pra dar uma bisbilhotada acessando www.tukapereira.com . Por enquando só a máquina de escrever é que funciona (aquela mesma máquina de outros tempos, alguns vão se lembrar).

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8 de mai. de 2006

Veifazêoqueaquimess?

Mesmo depois destes 4 anos e cacetada de blog... Mesmo depois de quase 100 mil suadas visitas... Mesmo depois de milhões de comentários de leitores assíduos, cartas com antraz, ameaças de morte... Mesmo depois de tudo isso, ainda me surpreendo com a maneira como muitas pessoas chegam até esta Casa.

Vamos à listinha de como chegaram aqui na semana passada:

  • 1 curioso veio pela palavra “bisbilhoteiros”;
  • 1 tarado chegou aqui procurando por “sexo animal”;
  • 2 estudantes do Senac desembestaram até aqui por “cabelo”;
  • 2 patricinhas entraram através de “frescuras”;
  • 4 punheteiros chegaram aqui através da palavra “foda”;
  • 5 doidos de pedra chegaram aqui procurando por “tuka”;
  • 8 românticos vieram atrás de “amor”;
  • 9 cinéfilos vieram ler sobre “filmes”;
  • 10 internáuticos chegaram por “blog”;

    ***

    Leitores, vocês mesmos que continuam vindo aqui apesar da minha ausência, sejam compreensivos. Afinal de contas em algum lugar preciso angariar novas histórias para esta Casa.

    Aguardem!
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    10 de fev. de 2006

    Vidas em Reality show

    Sem me esforçar muito, logo ali no perfil sei seu nome completo (ou quase), o que gosta e abomina, descubro também onde mora, quantos anos tem, o dia do seu aniversário, seu signo e ascendente.

    Nos posts fico sabendo de suas músicas preferidas, filmes, de suas opiniões a respeito de vários assuntos, que carro possui, se tem bichos de estimação e filhos, onde costuma ir e o nome do marido ou namorado, ou, se não possui nenhum dos dois, também.

    Sem ir muito longe, percebo que posso notar sua mudança de humor apenas na maneira que escreve determinados textos. Me conta em palavras tristes o dia que brigou com o amado, me diz eufórica que aquele é um dia especial, me fala de um amigo que ama, de um lugar em que esteve, da visita que recebeu, de suas lembranças. Me fala de coisas só suas, e eu leio tudo.

    Sei em quem votou na última eleição. Sei que na cidade em que mora choveu nos últimos dias. Sei os nomes das pessoas que importam em sua vida. Sei como comemorou o seu aniversário e o ano novo.

    Pelos comentários, noto que existem aqueles que a conhecem muito ou quase nada, os que querem agradá-la com palavras bem escritas, os que são eles mesmos, os que querem ser especiais e os que realmente o são.

    Vejo aqueles blogs que são escolhidos por você e que merecem estar ali para que todos vejam que você gosta de lê-los. Vou até eles – concordo em achar que alguns são bons, outros não – devem estar por afeto, por carinho. Vejo que você comenta em vários sempre. Leio. Vejo os links dessas pessoas também – você sempre está lá. Aliás você também está em links de blogs em que nem vai, em que desconhece que existem.

    Logo em seguida vejo dezenas de fotos, basta clicar no endereço do fotolog que você deixou. Ali vejo seus amigos, parentes, cachorros, casa, quarto, seus objetos, suas roupas. Vejo quase tudo o que eu nem poderia imaginar antes. E agora sei como é seu rosto. O rosto das palavras que leio.

    Tem ali também o caminho certo para chegar até seu Orkut, portanto, se existia algo que eu ainda não sabia, agora será fácil. Vejo seus amigos deixando recados, sei das festas que irá ao fim de semana e das que já foi. Nos testemunials percebo se é uma pessoa querida por muitos. Leio os detalhes de quem escreveu que a conheceu na infância. Leio uma declaração de amor, leio alguém dizer “lembra daquele show no dia tal e tal lugar?”, leio coisas que jamais saberia.

    Daí serviço completo: te conheço intimamente e você nem sabe. Sei tudo sobre você – tenho pós, mestrado, PHD em você - e nem imagina isso. Sei de coisas que escreveu há tempos e nem lembra. Lembro dos detalhes do seu rosto em uma foto antiga em um post. Sou capaz de te reconhecer na rua e sorrir quando a vir sem que você saiba quem sou eu – mas eu, eu sei absolutamente TUDO de você.

    ***

    Fica aí um alerta aos blogueiros que não sabem que tipo de gente vai aparecer pela frente achando que é seu amigo íntimo ou o grande amor de sua vida.

    Este texto é só porque nesses quatro anos de blog já vivi muita coisa, já escrevi sobre tanto e deixei que quem lesse soubesse exatamente e apenas o que eu queria que soubesse. E não – não significa que alguém me conheça de verdade.

    E obrigada aos que escolhi como pessoas além desta Casa. São muitos.

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    29 de jan. de 2006

    Vermelho

    Como eu sempre quis uma parede vermelha em meu apartamento e nunca me encorajaram a levar a idéia adiante, resolvi pintar pelo menos a parede daqui da Casa.

    Definitivamente, coisas muito clean não combinam comigo. Aquela coisa verdinha e branca estava um luxo só, mas não era a minha cara.

    Eu e a Casa temos uma relação passional. E não há nada mais anti-clímax do que algo que não tenha a ver com isso. Por isso aqui estão bolinhas, cores, saltões, penduricalhos...

    Não chego a ser brega por pura sorte, eis a verdade. Ou sou e ninguém me disse nada. Mas só sei de uma coisa: gostei muito da nova carinha da Casa.


    E vocês?

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    24 de ago. de 2005

    Que tipo de leitor você é?

    Abaixo segue um simbólico aperitivo de alguns e-mails que recebi nesses anos de casa. Têm mensagens antigas e recentes misturadas e foram publicados da mesma maneira que recebi, se possuem erros são originais de fábrica, não foram editados. Tem mais, mas não publicarei todos agora. A partir desse post mais uma vez peço a participação de vocês lá na COMUNIDADE DA CASA NO ORKUT: http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=2096106 no tópico "que tipo de leitor você é". E mais uma coisa: problemas técnicos aqui na Casa, as imagens estão pifadas, logo volta tudo ao normal.

    "Bom faz mais ou menos um mês que descobri o blog, mas já fucei em tudo quanto é arquivo antigo. Sou curioso pra caramba e, se não entendo alguma coisa, vou correndo atrás. E não entendi várias. Quer dizer entender do ponto de vista técnico, eu entendi, mas do racional (droga, tenho para de ser racional!) não. Ahhh, droga de novo, vou invadir sua privacidade! Se não quiser resposder não responda, mas tb. não se irrite, ok? Por exemplo, começando por coisas mais diretas:você tem mais de 20 e menos de 30. Mas quanto? Fala, fala. Você é jornalista. Você trabalha na área? Agora a mais chata: você é casada de verdade? Judicialmente? E como aconteceu tudo? Me vem na cabeça: ela parece gostar tanto dele. E acho que, por tudo que já passei (não sou experiente não, viu?), começo a duvidar de algumas coisas. Não que eu duvide no seu caso, mas sou cético quanto às minhas experiências. E pelo o que eu sei, ele namorava alguém, terminou e depois de "uma semana" estava contigo. De repente parece que acontece como num conto de fadas. Tudo perfeito. Aí me pergunto: será que eu é que sou diferente? Ou a perfeição existe? Ou o marketing existe?".

    "Oi Tuka, tudo bem? Leio sua casa desde 2002. Acompanhei muitas das suas aventuras e torço por você e por seus projetos. Acho que você tem logo que publicar o livro. Tem muita gente que não lê blog e que adoraria ter acesso a textos seus. Boa sorte!"

    "Tuka eu fui ver os coments no as a normais e vi seu email. Não resisti. Tinha que mandar um email pra você pra dizer que vc tem mesmo muito talento moça. Um dia ganho sua confiança e a gente acaba conversando também por msn. Qualquer coisa... Abraços".

    "Tuka, só estou escrevendo este e-mail para agradecer por você ter escrito textos que me ajudaram muito. Passei por uma séria desilusão e achei que realmente nunca mais fosse sair do fundo do poço. Não sei como, um dia vim parar aqui e dei de cara com um texto espetacular que parecia ter sido escrito pra mim. Daí não consegui parar mais de te ler. E quer saber? Superei a dor, a crise e aprendi. Você me ajudou muito. Obrigada mesmo".

    "Eu sou uma pessoa muito crítica. Adoro ler blogs para achar os defeitos, adoro me divertir com as filosofias estapafúrdias que tantos defendem, adoro imaginar que seria legal ter o poder de deletar muitas porcarias que encontro por aí. Cheguei aqui com olhos de quem quer apenas dar de ombros e nunca mais voltar. Lia um texto, outro, mais um e pensava: "caramba, essa menina tem que me dar uma lacuna sequer para que eu possa acabar com a raça dela em um comentário". Faz dois anos. Não achei nada e nunca comentei, por isso você não me conhece, no entanto resolvi te escrever e finalmente dar o braço a torcer: Caralho! Você escreve bem! Mas não pense que não continuarei a espera de um deslize".

    "Te acho esquisita, egocêntrica e te adoro. Ou melhor, adoro tudo o que você escreve. Morro de inveja dessa sua capacidade de colocar coisas em palavras de uma maneira que faz parecer tudo tão simples. Às vezes te odeio por isso também rs. Parabéns ta".

    "Não fique brava, mas vc me dá medo!!! Rsrsrsr não sei como mas vc escreve coisas que me reconheço quando leio. Isso é bom e ao mesmo tempo ruim pois vejo todas as minhas alegrias e frustrações estampadas no seu blog. Não leve a mal? Gosto muito dos seus textos. Publica logo esse livro aí!!!!!!".

    "É estranho escrever para alguém que não se conhece. Quer dizer, eu te conheço até que razoavelmente bem. Você que não. Os blogs produzem isso. Enquanto leio, estou conhecendo vários dos seus jeitos, reações, emoções, sua imagem pelas fotos, etc. E você não tem a mínima idéia de quem sou. Mas receber opiniões e desabafos alheios, mesmo que indiretamente, faz bem à alma - ainda mais os seus que passam muita sinceridade. Parabéns por isso tudo".

    Tuka! O texto "amor perfeito nada" é uma das coisas mais lindas que eu já li sobre o amor... Parabéns! Porque vc faz isso hein? Rs... Bjs".

    "Sou leitora recente, mas adorei. Parabéns pelos posts e pela linguagem ácida sem perder o charme".

    "Tuka, vc é alguém que eu conheço apenas pelo blog e pelo pouco que sei sobre vc é o que leio lá. Então uma pessoa que escreve tão sinceramente sobre amizade, amor... uma pessoa que tem amigos e que sabe ver o bom da vida... só pode ser alguém muito linda, alguém que vale a pena conhecer".

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    Postado por Tuka * - Comente aqui (0)

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    Leia antes de usar
    Desde 15 de janeiro de 2002 uma jornalista nonsense escreve desembestada no blog que chama carinhosamente de sua Casa.

    Aqui têm besteiras demais, coisas inúteis demais, enfim, tudo o que nem precisava ser dito, muito menos escrito.

    Obviamente, qualquer semelhança com a realidade é única e exclusivamente uma opção da autora.

    Assim como o direito de escrever
    o que bem entender, claro!


    Uma campanha Casa da Tuka contra o plágio
    Divulgue em seu Blog:




    O Avesso dos ponteiros

    Livro de cabeceira
    Aparentemente é Isso Mesmo
    Uma Brasileira
    Heart's Place
    Blog by Dani
    A prateleira
    Desiderata
    Blônicas
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    Casa no Orkut


    My Unkymood Punkymood (Unkymoods)



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